Santo Agobardo de Lyon
Arcebispo de Lyon no século IX, Agobardo foi uma figura importante da época carolíngia, destacando-se por sua luta contra as superstições, a heresia de Félix de Urgel e a influência dos judeus. Apesar de uma timidez natural, opôs-se firmemente aos abusos imperiais e participou das agitações políticas em torno de Luís, o Piedoso. Deixou uma obra teológica e litúrgica considerável antes de morrer em Saintes, em 840.
Seus contemporâneos
Figuras e referências situadas em torno do período normalizado desta ficha.
Leitura guiada
8 seçãos de leitura
S. AGOBARDO, ARCEBISPO DE LYON, CONFESSOR
Retrato e caráter de Agobardo
Agobardo é apresentado como um prelado corajoso e intelectual, que se levantou contra os erros dogmáticos, as superstições e os abusos de poder do seu tempo.
Qui doctrina gratiam ad utilitatem aliorum accipit, majorem gratiam impetrabit si sedulo utatur.
Aquele que recebeu o dom da ciência para a utilidade dos outros só o aumenta ao fazer uso sábio dele.
S. João Cris., Hom. 79 sup. Math.
Agobardo, a qu em os l ioneses ch amam vulgarmente de santo Agobo ou Aguebaud, era francês. Ignora-se de qual província ele é originário. O tempo e as revoluções, que apagam tantas lembranças, deixaram chegar ao nosso conhecimento apenas raros episódios de sua vida. Ela não deve ter sido obscura, contudo, a existência de tal prelado colocado na primeira sede episcopal das Gálias, quando os bispos tinham na corte um posto tão distinto e uma influência tão grande sobre os acontecimentos em geral. Era um gênio altivo, de fato, este homem de ideias amplas, de nobre coração; que, com uma constância digna dos Apóstolos e dos Padres da Igreja, apesar de sua timidez natural, da qual ele mesmo faz confissão, tinha a coragem de se levantar contra todos os erros dogmáticos de seu tempo, de desmascarar e combater todas as maquinações dos judeus, então tão poderosos e tão perniciosos à sociedade cristã, de condenar abertamente todos os preconceitos e as superstições populares de sua época, de trovejar contra os abusos na Igreja e as usurpações sacrílegas dos grandes, enfim, de dizer aos reis a verdade. Assim, vemos Agobardo em relação com seus mais ilustres contemporâneos: o famoso Ebbo, arcebispo de Reims; Bernardo, bispo de Vienne; Nibrídio e Bartolomeu, sucessivamente arcebispos de Narbona; Adalardo, abade de Corbie, e o conde Wala, seu irmão, que foi monge da mesma abadia; Helissachar, abade de Saint-Riquier; Hilduíno, abade de Saint-Denis, que se tornou arquicapelão após santo Adalardo; Valafrido Estrabão, abade de Reichenau; Malfredo, conde de Orléans, a personagem mais importante da corte de Luís, o Piedoso; e muitos outros de uma época que não foi sem brilho. Pois, segundo a expressão de um biógrafo de nosso Santo, após a idade de ouro de Carlos Magno, era ainda a idade de prata; mas já se pressentia a idade de ferro, e Agobardo dizia: «Vivemos em tempos muito maus, e no meio de uma sociedade ulcerada».
Ascensão à sé de Lyon
Coadjutor de Leidrad, Agobardo sucede-lhe à frente da arquidiocese de Lyon com a aprovação imperial, apesar das contestações canônicas iniciais.
Sua ciência e sua piedade lhe haviam merecido a estima do arcebispo de Lyon, Leidra d, que o fez receber a consagração episcopal e o tomou como coadjutor, ou co-bispo, como se dizia então. Logo Leidrad renunciou ao seu cargo e foi terminar pacificamente seus dias no mosteiro de Soissons, após ter designado Agobardo como seu sucessor, em 843. Seu título de arcebispo de Lyon, reconhecido por seus diocesanos, que já o consideravam seu pastor legítimo pelo fato de sua ordenação canônica e da designação de Leidrad, foi ratificado, dizem Adão e Hugo de Flavigny, «com o consentimento do imperador e do Concílio geral dos bispos da França»; o que deve ser entendido como o Concílio de Mogúncia, do qual fala Ivo de Chartres, e não o de Chalon-sur-Saône, que foi apenas provincial.
Luís, o Piedoso, ainda não havia devolvido à Igreja a liberdade das eleições que, há quase quatro séculos, os príncipes haviam mais ou menos reservado para si. A de Agobardo deu lugar, no Concílio, a contestações. Não a consideravam conforme aos antigos cânones. Alegava-se que dois bispos não podiam ocupar simultaneamente a mesma sé; enfim, não cabia a um prelado escolher seu sucessor. A cabala não era estranha às dificuldades levantadas contra Agobardo; ele triunfou, no entanto, graças, sem dúvida, aos seus méritos pessoais e ao favor do príncipe, naturalmente benevolente. A escolha de Leidrad, prelado recomendável por seus serviços, e que havia deixado na corte brilhantes recordações, deve ter igualmente contribuído para o sucesso do novo arcebispo. Aliás, não faltavam exemplos na antiguidade para autorizar o que havia sido feito por ele.
Luta contra a heresia de Félix de Urgel
Agobardo combate ativamente o adocionismo defendido por Félix de Urgel, reafirmando a unidade de pessoa em Jesus Cristo e a maternidade divina de Maria.
Um dos primeiros cuidados da solicitude pastoral do nosso Santo foi tentar trazer de volta à verdade F élix, antigo bispo de Urgel, enviado ao exílio perpétuo em Lyon por Carlos Magno, a pedido do Concílio de Frankfurt (794). Este prelado, renovando as impurezas de Nestório, fazia de Jesus Cristo filho de Deus por adoção, não por natureza. Convencido e condenado pelos Concílios de Narbona em 781; de Friuli, no mesmo ano; de Ratisbona, em 792; ele se retratou, mas apenas da boca para fora, diante do Papa Adriano. Logo, de fato, ele recomeçava a dogmatizar; mas o Concílio reunido em Frankfurt, sob a presidência de dois legados, condenou-o novamente. Foi preciso até renovar essa condenação em Roma, em 799, depois em Urgel e em Aachen; no mesmo ano, por causa de sua obstinação e a de seus adeptos. Agobardo foi encontrá-lo pessoalmente; e, com tanta paciência quanto saber, refutou sua doutrina, demonstrou que, se houve em Jesus Cristo duas naturezas, não há menos unidade de pessoa; que, consequentemente, ao falar do Salvador, pode-se atribuir à Divindade o que é dito da humanidade, e reciprocamente; que Maria é, portanto, verdadeiramente Mãe de Deus; enfim, que a união de Jesus Cristo com sua Igreja, estendendo-se a várias pessoas, é apenas uma união puramente espiritual. Félix, levado ao limite, confessou-se mais uma vez vencido, mas morreu obstinado em sua heresia. É o que nos ensina Agobardo no tratado que compôs contra a doutrina desse infeliz, posteriormente à sua morte, ocorrida em 818.
Tensões com a comunidade judaica
O arcebispo opõe-se vigorosamente à influência social e religiosa dos judeus em Lyon, denunciando, nomeadamente, o comércio de escravos cristãos.
Foi sobretudo contra os judeus que o nosso Santo teve de desdobrar a sua energia e vigilância. Para se ter uma ideia das dificuldades, das tribulações, e até dos perigos que encontrou nesta luta, é preciso ler o memorial que intitulou *De Insolentia Judæorum*, endereçado ao imperador; a sua carta ao mesmo príncipe, escrita e assinada por outros dois bispos, em concílio em Lyon, provavelmente aquele que reuniu em 821; as suas cartas sobre o mesmo assunto aos abades Adalardo e Hilduíno, ao arcebispo de Narbona Nibrídio, e ao conde de Orleães Manfredo.
Também orgulhosos no sucesso, como rastejantes perante a força, os judeus eram naquela época um flagelo para a sociedade, um perigo para a fé dos cristãos. Não contentes em enriquecer à custa da fortuna pública e privada, insultavam todos os dias a religião, blasfemavam contra o que há de mais santo, e demonstravam pelos fiéis o mais imperioso desprezo. Assim, se encontrassem nos seus animais de talho algum dos defeitos que os tornam impuros aos seus olhos, punham-nos desdenhosamente de lado para os vender aos cristãos, chamando-lhes por essa razão *bestas cristãs*. Levavam mulheres a celebrar o sábado com eles, faziam os seus trabalhadores trabalhar ao domingo, davam-lhes carne para comer na Quaresma. A sua obstinação em vender ao domingo, e não ao sábado, dia habitual de mercado, impedia muitos fiéis, aqueles das localidades distantes das cidades, de assistir à missa e aos ofícios da Igreja. Finalmente, além das antigas sinagogas que lhes eram toleradas, construíam novas, para onde atraíam os cristãos; alguns ignorantes achavam já que a pregação dos judeus valia mais do que a dos sacerdotes da Igreja. Chegaram ao ponto de vender escravos cristãos aos mouros de Espanha. São Agobardo cita sobre este facto testemunhas retiradas dos próprios judeus. No momento em que terminava o seu primeiro memorial, chegava de Córdova a Lyon um homem que judeus desta última cidade tinham roubado ainda criança, vinte anos antes, e vendido aos muçulmanos. Tinha acabado de escapar na companhia de outro cristão da cidade de Arles, raptado e vendido da mesma forma. «Enquanto as nossas pesquisas nos levavam a descobrir a sua família», diz Agobardo, «soubemos que o mesmo judeu tinha assim entregue outras crianças cristãs aos infiéis, e que, nesse mesmo ano, uma criança desapareceu, raptada por outro judeu. Presentemente», acrescenta ele, «temos a certeza de que numerosos cristãos comprados pelos judeus eram, da parte deles, vítimas de brutalidades que o pudor não permite descrever». O nosso Santo esforça-se por produzir testemunhas em apoio às suas recriminações, e por mostrar aos judeus a sua condenação nos Livros Sagrados que têm nas mãos.
Encontrava aí também a das doutrinas supersticiosas que substituíram pela palavra de Deus. Por isso, não perdia nenhuma oportunidade de os combater, de afastar os fiéis de qualquer comércio com eles, de reclamar aos príncipes a repressão da sua insolência e das suas atrocidades.
Um zelo tão ardente contra uma seita numerosa e influente em Lyon não podia deixar de atrair ao santo bispo perseguições. Um dia a tempestade rebentou. Luís, o Piedoso, por excesso de condescendência, tinha cedido às solicitações de certos oficiais ganhos pelos judeus, e concedido cartas a favor deles. Um dos oficiais de que falamos, um chamado Evrard, do número daqueles que eram chamados *missi dominici*, espécie de inspetores encarregados de velar pela execução das ordenanças imperiais, chegou a Lyon, portador de uma carta do imperador ao arcebispo e de outra ao conde da cidade, ordenando a este último que se opusesse às pretensões do zeloso prelado. Estas cartas estão tão pouco em conformidade com a piedade de Luís, que Agobardo declara-lhe a ele mesmo que, apesar do selo e da assinatura, recusou acreditar que fossem autênticas. A atitude do bispo excita a fúria dos judeus, encorajados já pelos procedimentos tirânicos de Evrard para com as populações que exploravam. Este último dizia abertamente que o imperador tinha retirado a sua estima a Agobardo. Entretanto, chegam outros dois oficiais portadores de títulos e documentos aos quais não se pode recusar crédito. Grande alegria entre os judeus! Assustados pelas suas ameaças, cristãos abandonam a cidade, outros escondem-se, alguns são presos, todos estão na consternação. Os judeus, ouve-se dizer aos oficiais, não são tão odiosos ao príncipe como se pretende; vários são honrados com a sua amizade; encontram-se alguns que valem mais do que cristãos...
No auge da tempestade, o arcebispo estava na abadia de Nantua, ocupado a resolver uma contestação entre os monges. Evrard aproveita para se colocar abertamente à frente dos judeus que o olham como o seu mestre, *magister eorum*, segundo a expressão de Agobardo. Em vão o prelado lhe faz representar, por sacerdotes que lhe envia, que nada fez contra a autoridade do príncipe, os *missi dominici* não querem ouvir nada, e os enviados do prelado julgam prudente não se mostrarem mais.
Tais são os factos de que se queixa o nosso Santo ao próprio imperador, depois ao arcebispo Nibrídio, seu amigo. Uma excelente ocasião apresentou-se um dia para pleitear na presença do príncipe a causa da Igreja. Uma assembleia de prelados e senhores foi convocada à corte: mas, por um efeito da sua excessiva timidez, a palavra faltou ao santo Arcebispo. Nem sequer ouviu o que lhe disse o imperador, exceto a autorização que lhe deu para se retirar. É ele mesmo quem o conta com a sua modéstia habitual. Regressou então à sua residência, desconcertado, confuso. Refletindo sobre o meio de reparar este fracasso e de confiar os interesses da religião a firmes defensores, redige um novo memorial que endereça aos principais personagens da corte; eram Adalardo, o conde Wala, seu irmão, e o abade de Saint-Riquier. Pede que o imperador ponha em vigor os éditos dos seus predecessores; que os escravos dos judeus sejam livres de pedir o batismo, comprometendo-se a pagar aos seus senhores o preço do seu resgate, como quer a lei canónica nesta circunstância, proibindo a Igreja que nenhum dos seus filhos seja escravo de um judeu. Agobardo faz ainda novas instâncias junto do príncipe por intermédio de Hilduíno, abade de Saint-Denis, sucessor do abade de Corbie nas funções de arquicapelão. Tinham acabado de colocar à frente deste último mosteiro o conde Wala, que tinha abraçado a vida religiosa sob a direção de Adalardo, seu irmão. Agobardo escreveu-lhe igualmente sobre este assunto, sabendo que, no claustro, continuava a exercer junto do imperador uma útil influência. Apesar de todas estas solicitações, não vemos que o fraco monarca tenha alguma vez revogado as medidas tomadas a favor dos judeus, nem concedido aos seus escravos a liberdade de receber o batismo sem o consentimento dos seus senhores.
Reformas dos costumes e da justiça
Agobardo critica as superstições populares ligadas ao clima e opõe-se firmemente aos duelos judiciais e aos 'juízos de Deus' herdados da lei burgúndia.
O vigilante pastor teve ainda de afastar outro perigo que ameaçava a fé dos povos. As discussões, que haviam incendiado o Oriente a respeito do culto às imagens, já dividiam os espíritos na França. A ideia geralmente difundida então era que Deus havia dado o império à nação francesa, em recompensa por sua fidelidade em honrar as imagens dos Santos, e estava-se persuadido de que a supremacia universal retornaria aos gregos no dia em que eles voltassem, neste ponto, à doutrina e à prática da Igreja. Assim, uns por preconceito político, outros por falta de compreensão dos termos do segundo concílio de Niceia, rejeitavam este concílio. Foi o que fez Agobardo, acreditando que ele ordenava adorar as imagens. O tratado que ele compôs sobre esta questão parece recusar às imagens qualquer espécie de culto, enquanto na realidade ele lhes recusa apenas o de latria ou adoração. Cave censura este livro com a maior severidade; mas outros escritores mais esclarecidos, tais como Masson, Baluze, Raynaud, Mabillon, Le Cointe, dão-lhe uma interpretação favorável. Apoiando-se, com efeito, na doutrina dos Padres, na de São Agostinho em particular, Agobardo condena apenas os exageros de seus contemporâneos. Não se deve ficar surpreso, contudo, que sobre uma questão religiosa à qual se misturava o patriotismo, o santo Arcebispo, levado por seu apego à sua fé e ao seu país, tenha deixado escapar algumas expressões inexatas e um pouco exageradas.
Ele colocou o mesmo ardor em defender a verdade contra os preconceitos populares. Escreveu contra a opinião que atribuía a feiticeiros a formação do granizo e das tempestades, contra as práticas supersticiosas e os sacrifícios pagãos, ainda em uso para conjurar as doenças epidêmicas de então. Essas doenças tinham caracteres estranhos. Viam-se pessoas tomadas subitamente por convulsões epilépticas que as faziam acreditar estarem possuídas pelo demônio. Outras tinham os membros como devorados por um fogo interior, cobertos de tumores e úlceras. Bartolomeu, que havia substituído Bibride, no ano 818, na sede arquiepiscopal de Narbona, perguntou ao nosso Santo o que ele pensava desses fatos extraordinários. Agobardo responde-lhe que não vê ali senão fenômenos resultantes de causas naturais, das quais Deus só dispõe a seu bel-prazer, pelo ministério dos Anjos, para provar os justos e punir os maus.
Ele se levantou sobretudo com força contra os duelos e as provas judiciais chamadas juízos de Deus, como contrários ao espírito de união e de paz que deve animar os cristãos. Alegava-se a lei ainda em vigor em toda a Borgonha, da qual Lyon fazia parte. «Esta lei», respondeu ele, «não vem nem de Moisés nem do Evangelho, mas de um rei ímpio, inimigo de Jesus Cristo, o ariano Gondebaldo»; e ele recorda as palavras de São Avito, de Vienne, a este príncipe: «Por que», dizia Gondebaldo, «entre Estados, entre nações, mesmo entre particulares, quando as causas são remetidas ao juízo de Deus pela sorte das armas, a vitória está do lado da justiça?» — «Se os Estados ou os povos», respondeu Avito, «se remetessem verdadeiramente ao juízo de Deus, deveriam lembrar-se desta palavra do Salmista: Dispersai, Senhor, as nações que buscam a guerra; não esqueceriam esta outra palavra: A mim a vingança; eu me encarrego de dar a cada um o que merece. A justiça do alto precisa de lanças e espadas para resolver as divergências? Frequentemente vemos a parte que sustenta ou reivindica o direito sucumbir nos combates, e a parte da injustiça triunfar pela violência ou pela astúcia». São Agobardo conclui suplicando ao muito bondoso imperador, em nome da religião e da humanidade, que abolisse esses costumes detestáveis, contra os quais ele endereçou ao mesmo príncipe um segundo memorial.
Consultado por seus colegas no episcopado, como a luz de seu século, nosso Santo tinha por vezes de refutar as objeções ou os erros de alguns. Foi assim que ele corrigiu opiniões errôneas e prevenções contra ele em Fredegiso, bispo de Orléans. Sua carta a este prelado permanecerá um modelo da urbanidade e da cortesia que se deveria sempre guardar em toda discussão.
Disciplina eclesiástica e liturgia
Fervoroso defensor das tradições antigas, ele reformou o canto litúrgico, corrigiu o Antifonário e opôs-se às inovações profanas na Igreja.
Agobardo trouxe o mesmo zelo para a manutenção da disciplina eclesiástica. No mês de agosto de 822, Luís, o Piedoso, convocou em Attigny uma grande assembleia de prelados e da nobreza. Dois homens veneráveis brilhavam no meio desta augusta companhia pelo brilho do posto, das virtudes e da ciência: um era Adalardo, o outro Helisacar, de quem já falamos. Ambos propuseram trabalhar na reforma da Igreja. Agobardo acolheu com entusiasmo esta proposta, defendeu a causa da Igreja e levou todos os espíritos a concertarem-se para trabalhar na reconstrução das ruínas da nova Jerusalém. Tomando então ocasião desta grande questão, ele reclamou contra os leigos detentores ou usurpadores dos bens temporais da Igreja. «Em vão se alega», dizia ele, «a razão de Estado e as necessidades do tempo; Deus, para quem o futuro é presente, tinha bem previsto estas necessidades quando inspirou a sua Igreja a estabelecer estas regras para todos os tempos. O que Carlos Martel, Pepino e Carlos Magno julgaram dever fazer contra estas leis não compromete de forma alguma o seu sucessor. Uma violação dos cânones é um atentado contra o próprio Deus». Ele insistiu para que o imperador remediasse este abuso sacrílego, para que a Assembleia abrisse um inquérito contra os usurpadores. Helisacar e Adalardo aplaudiram o orador; a pedido deles, uma assembleia foi marcada em Compiègne, onde este importante assunto entre a nobreza e o clero seria resolvido. O zelo de Agobardo tinha desagradado a demasiadas pessoas para não levantar contra ele uma nova tempestade: ela foi terrível, sobretudo na Provença e na Septimânia (Baixo Languedoc), ao ponto de ele ter de escrever mais uma vez a sua apologia.
Em todas as suas obras, em todos os seus discursos, o nosso Santo professa um verdadeiro culto pela antiguidade sagrada. Quer se trate dos costumes do clero, das regras da liturgia ou do canto, sobre o qual ele tem dois tratados, um sobre a salmodia e outro sobre a correção do Antifonário, todos os seus esforços têm como objetivo o retorno às sãs tradições do passado. Jovens cabeças entre os romanos, *neoterici romani*, afetavam desdém pelos cânones da Igreja da França ou pelas ordenanças dos nossos bispos, enquanto não os tivessem controlado. Agobardo lembra-lhes o exemplo dos seus predecessores «que se mostravam», diz ele, «menos difíceis e professavam a mais alta estima pelos concílios e sínodos da nossa nação». Ele prezava muito a conservação dos usos locais, a menos que estivessem em oposição à fé, e não podia suportar a mania de introduzir na oração pública composições novas, tais como motetos ou cantos em língua vulgar, que ele chama de *psalmos plebeios*.
Ele gostava de conversar sobre estes assuntos com o seu clero, particularmente com os seus cantores. Estes tinham sido estabelecidos por Leidrado, o seu predecessor, e da sua escola já tinham saído vários mestres. É a eles principalmente que é endereçada a sua memória sobre a correção do Antifonário. Em vários lugares deste livro, o texto das Escrituras tinha sido alterado; em outros, as palavras pareciam-lhe pueris ou pouco conformes à fé e à piedade. A sua crítica sobre este ponto pode parecer exagerada; por isso, não se levou em conta, depois dele, algumas das suas correções, como observa Baluze.
Quando lhe citavam o exemplo de Roma, ele respondia com a palavra de São Gregório: «Não é por causa do lugar onde se encontra que se deve amar uma coisa; mas deve-se amar o lugar por causa das boas coisas que nele se encontram». Ele lembrava o exemplo do mesmo Papa que tinha sido obrigado a impor, na própria Roma, certas reformas sob pena de anátema.
O que se lerá sempre com proveito são as passagens onde ele expõe a doutrina dos Padres sobre as disposições interiores e exteriores com as quais se devem executar os cantos sagrados. Ele não quer que os estudos musicais absorvam todos os instantes, em detrimento de estudos mais importantes. Via-se, com efeito, cantores que, desde a infância até uma idade avançada, não tinham aberto um livro próprio para formá-los na piedade e no conhecimento dos nossos dogmas e das Sagradas Escrituras; e essas pessoas, cheias de uma vã tolice, ousavam introduzir na Igreja composições ineptas, de caráter profano e muitas vezes até manchadas de heresia. Ele levanta-se igualmente, com São Jerônimo, contra aqueles que, tomando o lugar santo por um teatro, vêm ali fazer parada da sua voz e da sua pessoa. «Os antigos», diz ele, «a quem não faltavam nem a fecundidade alimentada pelos Livros Santos, nem o talento para a execução, preferiam repetir as mesmas peças a cansar os cantores e sobrecarregar o seu espírito com novidades supérfluas».
Agobardo estava justamente orgulhoso da sua igreja de Lyon, sob este aspecto: ele não permitia que criticassem os cantos ou os usos. Por ter ousado fazê-lo, Amalário atraiu para si duas réplicas em termos pouco comedidos. Este discípulo de Alcuíno, clérigo da igreja de Metz e corepíscopo da de Lyon, tinha composto, estan do em Ro ma, em 831, uma obra em quatro livros sobre os divinos Ofícios, segundo as instruções dos ministros da Igreja de São Pedro. Por mais severo que fosse o santo Arcebispo contra esta obra, a sua crítica incide apenas sobre locuções ou ideias secundárias que se podem interpretar de boa forma.
Crise política e exílio
Envolvido nas disputas de sucessão de Luís, o Piedoso, Agobardo apoia Lotário, o que o leva à deposição e ao exílio antes de sua reabilitação.
Essas questões não faziam com que São Agobardo perdesse de vista a grande ideia que foi o sonho de toda a sua vida: a unidade no império assim como na Igreja. O meio mais poderoso de estender e manter a unidade religiosa era, a seus olhos, a unidade política. Falasse ele ao clero ou aos fiéis, era a unidade que pregava; dirigisse-se aos príncipes dos conselhos, era a unidade que reclamava. Ele via a diversidade das leis como contrária à perfeita unanimidade que deve reunir os fiéis, assim como os membros de um mesmo corpo. Ele teria querido ver em todo o império uma legislação uniforme. Se agradasse ao imperador, nosso mestre, dizia ele, estabelecer a lei dos francos entre os borgonheses, estes se tornariam mais ilustres, e este país seria livrado de muitas misérias. Agobardo teve o destino comum dos homens de gênio: teve a dor de se ver incompreendido e reduzido a gemer inutilmente sobre os males de sua pátria. Não se vê, de fato, que o fraco imperador tenha dado mais atenção aos seus conselhos a respeito das leis de Gondebaldo do que a respeito das pretensões e dos excessos dos judeus.
O digno prelado deplorava sobretudo a partilha do império. Desde o ano de 817, na assembleia geral de Aachen, Luís, o Piedoso, havia dividido seus Estados entre seus três filhos, Lo tário, P epino e Luís, e associado o primeiro ao trono. Em 824, ele fez confirmar e jurar essa constituição por todos os grandes reunidos em Nimega, e deu a Lotário o reino da Itália, vago pela morte do rei Bernardo. No ano de 823, Lotário, acompanhado de Wala, que se tornara monge, vinha a Roma, por ordem de seu pai e a convite do Papa, para ser coroado rei e proclamado imperador augusto, em São Pedro, no dia de Páscoa. Agobardo, com o soberano Pontífice, havia reconhecido essa nova ordem de coisas e, como todos os outros prelados, jurara ser seu fiel observador e defensor. Isso foi o bastante para arrastá-lo mais tarde a abraçar o partido de Lotário contra seu pai, quando viu este proceder a várias mudanças sucessivas nos Estados de seus filhos, apesar de seus primeiros e solenes compromissos, cedendo nisso ao capricho de uma mulher. Essa mulher era Judite da Baviera, com quem ele se casara em segundas núpcias, após a morte da imperatriz Irmengarda. Ela lhe dera, em 829, um filho que reinou depois sob o nome de Carlos, o Calvo, e ela não podia suportar que essa criança ficasse sem apanágio. Uma nova partilha do império, na qual os Estados de Lotário e de seus irmãos se encontravam desmembrados, veio a coroar o descontentamento geral. Há muito tempo circulavam os boatos mais escandalosos sobre Judite e Bernardo, conde de Septimânia e de Barcelona, e culpavam-nos pela desordem que reinava na corte e nos negócios públicos. Agobardo faz-se eco desses murmúrios na apologia dos príncipes que publicou após a queda de seu pai. Este, após ter abandonado e retomado a autoridade, chegou a não mais fazer escrever o nome de Lotário ao lado do seu, à frente dos atos imperiais, e a guerra eclodiu novamente entre Luís e seus filhos. Em 833, Agobardo escreve ao velho monarca para adverti-lo dos perigos que ameaçam particularmente sua alma. Ele o repreende por mudar assim, arbitrariamente e sem consultar a Deus nem seus representantes, o que Deus parecia ter-lhe inspirado após as mais instantes orações. Nós deploramos, acrescenta ele, os males que aconteceram, este ano,
nessa ocasião, e tememos muito que Deus esteja irritado contra vós. Pois não podemos vos dissimular que se murmura muito sobre esses juramentos diversos e contrários, e que os censuram abertamente.
O exemplo do Papa Gregório IV mantinha Agobardo em sua fidelidade a Lotário. Esse jovem príncipe, vendo a guerra eclodir entre seu pai e seus irmãos, levou consigo o soberano Pontífice à Germânia, para que tentasse trabalhar por uma reconciliação. Ao mesmo tempo, Agobardo escrevia a Luís, o Piedoso, para exortá-lo a receber o Papa como deveria e a render-se aos seus conselhos. As intenções do soberano Pontífice foram deturpadas; os prelados franceses, fiéis ao imperador, esqueciam até o respeito devido ao papado e alimentavam as prevenções de seu mestre. Gregório IV repreendeu-os com justa severidade e censurou-os até por terem violado seus juramentos, a exemplo de Luís. Conhece-se o episódio do Campo da Mentira. O Papa, mal acolhido e vendo a inutilidade de suas diligências, retornou ao campo dos príncipes. Na noite seguinte, o velho imperador, abandonado por todos os seus partidários, entregava-se à mercê de seus filhos. Por parecer do Papa e de todos, ele é declarado deposto e conduzido a um mosteiro por Lotário. A pedido deste último, os bispos, entre os quais estava Agobardo, reunidos em Compiègne sob a presidência de Ebbo, arcebispo de Reims, decidem que o ex-imperador será submetido à penitência pública. Ela lhe foi imposta, com grande aparato, na igreja de Nossa Senhora de Soissons, após terem arrancado dele, à força de instâncias, a confissão das faltas de sua vida. Era voltar a um passado já expiado na assembleia de Attigny. Cada um dos prelados que tomaram parte nesse ato de rigor excessivo redigiu e entregou a Lotário uma relação sumária do que se passou nessa circunstância; e, dessas relações particulares, compôs-se uma espécie de ata. Tem-se a relação de Agobardo e a relação coletiva que ele assinou com os outros. Vê-se, por esses documentos, que os bispos não pretenderam depor o imperador, como se disse, mas unicamente exortá-lo a reparar as faltas de sua vida aceitando as práticas da penitência pública. O infeliz Luís era mais incapaz do que culpado. Compadeceram-se dele; e logo operou-se uma reação em seu favor. Os irmãos de Lotário, indignados, levantaram-se para libertar seu pai; este retomou as insígnias da dignidade imperial. Lotário apressou-se a retornar à Itália, derrotou os generais de seu pai que o atacaram, tomou e queimou Châlons. Os exércitos ainda iriam se encontrar no Maine. O sábio e generoso Wala interveio, como já havia feito, para deter o derramamento de sangue e, mais feliz desta vez, reconciliou o pai com seus filhos.
Agobardo, durante essa guerra, havia fugido para a Itália com São Bernardo, bispo de Vienne, e a maioria dos outros partidários de Lotário. A assembleia de Thionville, reunida no mês de fevereiro de 835, condenou o ato de Compiègne e depôs os bispos que dele haviam participado. Ebbo, sozinho, compareceu e não foi tratado com mais consideração do que ele tivera pelo imperador; por isso, o Papa recusou-se a sancionar uma deposição irregularmente pronunciada. Em outra assembleia, realizada no verão seguinte em Stremiac, nos arredores de Lyon, tratou-se novamente da questão das sedes vagas de Lyon e de Vienne, mas sem concluir nada: Agobardo e Bernardo recusavam-se sempre a comparecer.
Finalmente os imperadores, de comum acordo, chamaram os dois prelados de volta às suas dioceses. O santo arcebispo de Lyon retornou à sua catedral no primeiro domingo da Quaresma. Antes de retomar sua sede, ele recebeu publicamente a absolvição das censuras eclesiásticas, reparando assim a falta que havia cometido, a única que jamais tiveram a lhe censurar, falta puramente política, onde o arrastaram as considerações da ordem mais elevada e as intenções mais puras.
Fim da vida e legado literário
Agobardo morre em Saintes em 840 durante uma missão na Aquitânia. Seus numerosos tratados teológicos e políticos asseguram sua fama póstuma.
Tendo retornado às boas graças de Luís, o Piedoso, Agobardo acompanhou-o durante o inverno, em 840, a Poitiers, onde os movimentos insurrecionais dos povos da Aquitânia e as frequentes invasões dos normandos reclamavam sua presença. Logo o velho imperador soube que Luís, rei da Baviera, indignado com uma nova partilha do império, havia pegado em armas às margens do Reno. Ele partiu, após ter encarregado Agobardo de uma missão muito difícil de apaziguamento e reorganização na Aquitânia. O santo prelado, no dia 6 de junho seguinte, encontrando-se em Sain tes, coroou com uma morte preciosa diante de Deus vinte e sete anos de episcopado e uma vida inteiramente gasta ao serviço de Deus e da pátria.
A Igreja de Lyon, como dissemos, conferiu-lhe o culto dos santos. Quando Feller diz que São Agobardo é honrado sobretudo em Saintonge, é permitido acreditar que ele foi mal informado. Seja como for, seu nome merece não ser esquecido em uma região que ele santificou pelos últimos momentos e pelo sacrifício de sua vida.
## ESCRITOS DE SÃO AGOBARDO.
Como bispo e como homem político, Agobardo desempenhou um papel importante; como teólogo e canonista, seus escritos sozinhos bastariam para imortalizar sua memória. A descoberta deles foi feita, em 1606, por Papire Masson, que publicou a primeira edição. Baluze publicou a segunda em 1666. É esta que o abade Migne reproduziu no início do tomo CIV de seu Cours complet de Patrologie.
Temos de São Agobardo:
Três escritos de teologia, a saber: uma refutação da heresia nestoriana, renovada em Lyon por Félix de Urgel; um tratado sobre o culto das imagens, uma das vivas preocupações da Igreja galicana naquela época; uma série de questões sem encadeamento em resposta a ataques dirigidos contra uma de suas obras.
Quatro escritos para combater diversos abusos e superstições, a saber: uma carta a Luís, o Piedoso, contra a lei burgúndia que autorizava o duelo em juízo; uma instrução contra as provas judiciais chamadas juízos de Deus; a refutação de uma crença absurda sobre o granizo e as tempestades; uma resposta ao arcebispo de Narbona, que o havia consultado sobre casos patológicos muito singulares.
Cinco escritos sobre a influência perniciosa do judaísmo em Lyon, a saber: duas cartas a altos personagens da corte imperial; duas cartas ao próprio imperador; uma carta a Nebrídio de Narbona. Há aí provas curiosas do surpreendente poder de que gozavam os judeus no seio da sociedade cristã.
Três escritos de disciplina, a saber: um tratado sobre o uso dos bens eclesiásticos; outro sobre a dignidade e os direitos do sacerdócio; um último, que é uma carta contendo conselhos aos seus clérigos e aos seus monges sobre a maneira de exercer o sagrado ministério.
Três escritos sobre a liturgia: um primeiro intitulado Da divina Salmodia; um segundo, mais extenso, quase sobre o mesmo assunto, intitulado Da correção do Antifonário; um último, que é dirigido contra Amalário, o autor do livro dos Ofícios eclesiásticos.
Cinco escritos que tratam da política: uma carta a um conde do palácio sobre a triste situação da coisa pública; uma primeira carta a Luís, o Piedoso, para lembrá-lo da fidelidade devida aos compromissos constitucionais; uma segunda carta ao mesmo, para representar-lhe a deferência devida pelas potências do século à autoridade do soberano Pontífice; um manifesto aos povos do império sobre a decadência de Luís, o Piedoso; um relato da penitência pública imposta a esse príncipe.
Finalmente, três escritos de natureza diversa: o primeiro é um discurso ou sermão pregado pelo arcebispo ao seu povo; o segundo é o prefácio de um opúsculo moral e ascético; o último é este pequeno poema que ele compôs por ocasião da translação das relíquias de São Cipriano.
O abade Th. Grastlier, cônego honorário, chanceler do bispado de La Rochelle e Saintes. — Cf. Chavallard: A vida e os escritos de São Agobardo; d'Allumés dá um lugar a São Agobardo em sua Bibliotheca Patrum (Veneza, 1765-61). Cave, doutor anglicano, em sua História literária dos Autores eclesiásticos; Dupin, em sua Biblioteca universal dos Autores eclesiásticos, dão um vislumbre de seus escritos. Cada editor acrescentou uma curta nota sobre sua vida. Feller dedicou-lhe um artigo em sua Biografia universal. As crônicas do século IX, todos aqueles que escreveram a história geral da Igreja (Rohrbacher, História universal da Igreja, t. XI, p. 429 e segs.), ou a história particular da igreja da França (Gallia christiana), fizeram menção ao ilustre arcebispo.
Iconografia
Sinais e atributos
Entidades
Rede do relato
Os nomes, lugares e conceitos mais presentes na ficha, ponderados por sua centralidade no texto.
Perguntas frequentes sobre Santo Agobardo de Lyon
Quem foi Santo Agobardo de Lyon?
Arcebispo de Lyon no século IX, Agobardo foi uma figura importante da época carolíngia, destacando-se por sua luta contra as superstições, a heresia de Félix de Urgel e a influência dos judeus. Apesar de uma timidez natural, opôs-se firmemente aos abusos imperiais e participou das agitações políticas em torno de Luís, o Piedoso. Deixou uma obra teológica e litúrgica considerável antes de morrer em Saintes, em 840.
De que Santo Agobardo de Lyon é santo padroeiro?
Padroados de Santo Agobardo de Lyon: Lyon.
Como reconhecer Santo Agobardo de Lyon na arte cristã?
Na iconografia, Santo Agobardo de Lyon é reconhecível por: vestes episcopais e livros ou escritos.
Quais santos foram contemporâneos de Santo Agobardo de Lyon?
Entre seus contemporâneos figuram: Santo Ansgário (Apóstolo do Norte), São Bernardo de Menthon (Apóstolo dos Alpes), São Rumoldo (Rombaud) e São Zacarias, Papa.
Quando Santo Agobardo de Lyon morreu?
Santo Agobardo de Lyon morreu por volta de 840.
Quais são os outros nomes de Santo Agobardo de Lyon?
Outras formas do nome: Agobo e Aguebaud.
Anexos & entidades relacionadas
Dados estruturados para exploração: eventos, milagres, citações, lugares, atributos, padroados e entidades importantes citadas no texto.
Eventos marcantes
- Consagração como coadjutor de Leidrad
- Ascensão à sé de Lyon em 843 (segundo o texto, data historicamente discutida)
- Luta contra a heresia de Félix de Urgel
- Conflitos com os judeus de Lyon e os oficiais imperiais
- Oposição ao culto das imagens (interpretação de Niceia II)
- Participação na deposição de Luís, o Piedoso, em Compiègne (833)
- Exílio na Itália e posterior retorno às graças
- Faleceu em Saintes durante uma missão na Aquitânia
Citações
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Vivemos em tempos muito maus, e no meio de uma sociedade ulcerada
Agobardo (citado no texto) -
Não é por causa do lugar onde se encontra que se deve amar uma coisa; mas deve-se amar o lugar por causa das coisas boas que nele se encontram.
São Gregório (citado por Agobardo)