São Jouin de Ansion
Nascido em uma ilustre família cristã de Loudunais, São Jouin retirou-se jovem para a solidão de Ansion para levar uma vida de ascetismo. Lá fundou um dos primeiros mosteiros das Gálias, formando numerosos discípulos e beneficiando-se dos conselhos de Santo Hilário. Morreu pouco depois de 368, deixando uma reputação de santidade confirmada por numerosos milagres em seu túmulo.
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SÃO JOUIN, FUNDADOR DO MOSTEIRO DE ANSION (após 368).
Origens e vocação solitária
Oriundo de uma família ilustre de Loudunais e irmão de São Maximino de Tréveris, Jouin retira-se jovem para a solidão de Ansion para se consagrar à oração.
São Jouin n asceu em Mou terre-Silly, e m Loudunais, terra de sua família que era ilustre e poderosa segundo o mundo, mas maior aos olhos de Deus por ter dado à Igreja vários Santos cuja memória ela honra. Ele era irmão de São Maximino de Tréveris, cuja v ida apresentamos no dia 29 de maio. Foi, portanto, por volta do início do século IV que ele começou a edificar através de suas virtudes. As tradições de sua família, que era inteiramente cristã em uma época e em um país onde o paganismo ainda tinha adeptos, elevaram a Deus seus primeiros pensamentos. O desdém pelo mundo seguiu-se e, ainda jovem, retirou-se, para pensar apenas em sua salvação, em uma solidão então chamada Ansion, banhada pelo p equeno rio Dive, a pouca distância de Loudun. Lá, submeteu-se a uma Regra austera de trabalho, oração e penitência. Numerosos discípulos desejaram logo juntar-se a ele e tornaram-se os primeiros hóspedes do célebre mosteiro conhecido mais tarde pelo nome de Saint-Jouin de Marnes, devido à proximidade em que se encontrava desta pequena localidade. Deve-se situar este estabelecimento em meados do século IV, e talvez no episcopado de São Maixent, sob cuja autoridade São Joui n deve ter re cebido o encargo abacial; de modo que esta fundação teria precedido a de Ligugé, que durante muito tempo foi considerada o primeiro estabelecimento monástico das Gálias.
Fundação do mosteiro de Ansion
Jouin funda em meados do século IV um mosteiro em Ansion, possivelmente precedendo Ligugé como o primeiro estabelecimento monástico das Gálias.
A autoridade que este cargo lhe conferiu tornou-o apenas mais assíduo aos seus deveres. Constantemente aplicado à instrução de seus irmãos, o piedoso cenobita fê-los avançar rapidamente na perfeição da qual ele dava o exemplo. Teve a felicidade de ver o episcopado de São Hilário e, sem dúvida, na grande obra de sua fundação monástica, desfrutou mais de uma vez de suas conversas e conselhos. Poderíamos dizer também que teve a dor de vê-lo morrer, se não fosse antes uma consolação seguir, por assim dizer, com o olhar o último impulso de um Santo que abandona a terra pelo céu. Seja como for, não lhe sobreviveu por muito tempo, segundo a opinião mais comum, e teve, consequentemente, de partir após o ano 368 para se juntar ao augusto pontífice que fora seu mestre e seu amigo.
Vida abacial e vínculos episcopais
Abade exemplar, beneficiou-se dos conselhos de Santo Hilário de Poitiers e faleceu pouco depois dele, por volta do ano 368.
Esses tempos tão férteis em virtudes tão eminentes, digamos mais, em verdadeira santidade, deveriam sê-lo também em milagres. Os milagres são as marcas mais autênticas da caridade perfeita que Deus se compraz em honrar em seus amigos. Aqueles que se operaram sobre o túmulo de São Jouin coroaram a reputação que ele havia adquirido. O mosteiro cresceu sob a influência desses prodígios; acorreu-se de toda parte; discípulos ilustres ali se formaram. Viu-se brilhar sucessivamente santos formados na escola e pelas lembranças do santo abade. Deste número, a igreja de Poitiers honra em seus ofícios públicos São Paterno, que se t ornou bispo d e Avranches; Santo Alcadre ou Acha rd, que foi abade de Ju mièges, na Normandia; e São Généroux, que gov ernou o mostei ro de Saint-Jouin e mandou construir, nas margens do Thouet, no início do século VI, outro convento cuja igreja ainda leva o seu nome.
Milagres e irradiação espiritual
Seu túmulo torna-se um local de milagres, atraindo numerosos discípulos que se tornariam figuras importantes da Igreja, como São Paterno ou São Acardo.
O corpo de São Juino, depositado primeiramente em uma igreja dedicada a São Cristóvão, foi transferido depois para outra maior e mais magnífica, que ele mesmo havia dedicado a São João Batista. Ali foi conservado até o século IX. As guerras daqueles tempos infelizes trouxeram, com a ruína do mosteiro e a dispersão dos religiosos, a perda irreparável dos piedosos tesouros que ali se guardavam com amor. Mas Deus prometeu "reencontrar os ossos de seus santos" no dia da ressurreição que eles esperam.
Destino das relíquias e fim do mosteiro
Seus restos mortais, conservados na igreja de São João Batista, foram perdidos durante as guerras e a ruína do mosteiro no século IX.
Pe. Aubert.
Entidades
Rede do relato
Os nomes, lugares e conceitos mais presentes na ficha, ponderados por sua centralidade no texto.
Perguntas frequentes sobre São Jouin de Ansion
Quem foi São Jouin de Ansion?
Nascido em uma ilustre família cristã de Loudunais, São Jouin retirou-se jovem para a solidão de Ansion para levar uma vida de ascetismo. Lá fundou um dos primeiros mosteiros das Gálias, formando numerosos discípulos e beneficiando-se dos conselhos de Santo Hilário. Morreu pouco depois de 368, deixando uma reputação de santidade confirmada por numerosos milagres em seu túmulo.