Camila Rolón
Religiosa argentina e fundadora das Irmãs Pobres de São José, dedicada aos pobres e aos enfermos.
Seus contemporâneos
Figuras e referências situadas em torno do período normalizado desta ficha.
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Biografia
Juventude e vocação de Camila Corina Rolón, nascida na Argentina em 1842, marcada por sua dedicação durante as epidemias e suas primeiras tentativas de vida religiosa.
Camila Corina Rolón nasceu em 18 de julho de 1842 em San Isidro, na província de Buenos Aires, na Argentina. Filha de Eusebio Rolón e de María Gutiérrez, cresceu no seio de uma família profundamente cristã. Batizada em 22 de julho, recebeu a crisma aos sete anos de idade das mãos de Dom Mariano Escalada. Durante sua adolescência em Buenos Aires, envolveu-se ativamente na paróquia de Nossa Senhora do Socorro, dedicando-se à catequese e ao auxílio aos pobres. Durante as epidemias de cólera (1867) e de febre amarela (1871), dedicou-se de corpo e alma aos doentes, perdendo sua mãe e seu irmão Andrés. Sentindo o chamado religioso desde os dezoito anos, tentou ingressar nas Clarissas Capuchinhas, e depois entrou para as Carmelitas Descalças em 1875, mas teve que deixá-las após vinte e nove dias devido à sua saúde frágil. Em 1877, retirou-se para Exaltación de la Cruz para recuperar-se e amadurecer seu projeto de fundação.
Vida e obra
Fundação da Congregação das Irmãs Pobres de São José de Buenos Aires e expansão de sua obra de assistência na Argentina, no Uruguai e na Itália.
Em 28 de janeiro de 1880, com a aprovação de Dom León Federico Aneiros, Camila Rolón fundou em Mercedes a Congregação das Irmãs Pobres de São José (Hermanas Pobres Bonaerenses de San José) para cuidar de órfãos e enfermos. Ela recebeu o hábito sob o nome de Irmã Camila de São José em 19 de março de 1881. Graças ao benfeitor León Gallardo, uma casa-mãe foi construída em Muñiz em 1889. O instituto desenvolveu-se rapidamente na Argentina e no Uruguai. Em 1891, ela viajou a Roma e obteve um decreto de louvor do Papa Leão XIII, seguido pela aprovação formal do instituto em 1898. Ela estabeleceu uma fundação em Roma em 1905, e o Papa São Pio X aprovou definitivamente as Constituições em 1908. Ela transferiu para lá a casa generalícia em 1909 e faleceu em 16 de fevereiro de 1913.
Caminhada rumo à santidade
Etapas do processo de beatificação da Madre Camila Rolón, desde a abertura do inquérito diocesano até o reconhecimento de suas virtudes heroicas.
A reputação de santidade da Madre Camila Rolón propagou-se rapidamente após sua morte. Em 1950, o processo informativo para sua beatificação foi aberto em Roma e em La Plata, sendo encerrado em 1952. O decreto sobre seus escritos foi publicado em 28 de janeiro de 1959. Sua causa foi oficialmente introduzida em 13 de março de 1975, sob o pontificado de Paulo VI. Em 2 de abril de 1993, o Papa João Paulo II promulgou o decreto reconhecendo a heroicidade de suas virtudes, conferindo-lhe o título de Venerável.
Beatificação e canonização
Estado atual da causa de beatificação da Venerável Camila Rolón, incluindo o exame de uma cura inexplicada ocorrida na Argentina.
A Madre Camila Rolón é atualmente reconhecida como Venerável pela Igreja Católica. O seu processo de beatificação continua ativamente. Um inquérito diocesano sobre uma cura inexplicada ocorrida na Argentina em 2011 foi conduzido na arquidiocese de Tucumán e encerrado em agosto de 2016. Os documentos foram transmitidos a Roma. Em novembro de 2024, a Superiora Geral da congregação submeteu documentos complementares ao Dicastério para a Causa dos Santos a fim de fazer avançar o exame deste processo médico com vista a uma futura beatificação.
Espiritualidade e legado
A espiritualidade da Madre Camila, centrada na pobreza e na confiança na Providência, e a perenidade de sua obra através do mundo.
A espiritualidade da Madre Camila Rolón baseia-se na pobreza evangélica, no abandono confiante à Divina Providência e em uma devoção filial a São José, à Virgem do Carmo e a Santa Teresa de Ávila. Ela convidava suas irmãs a imitar a vida oculta da Sagrada Família em Nazaré através da simplicidade, do trabalho humilde e da caridade. Hoje, as Irmãs Pobres de São José perpetuam seu legado na Argentina, no Uruguai, na Itália, nos Estados Unidos, em Madagascar, na Romênia e na República Dominicana, a serviço das crianças, dos enfermos e dos idosos desamparados.
Perguntas frequentes sobre Camila Rolón
Quem foi Camila Rolón?
Religiosa argentina e fundadora das Irmãs Pobres de São José, dedicada aos pobres e aos enfermos.
Quais santos foram contemporâneos de Camila Rolón?
Entre seus contemporâneos figuram: Jesús María Echavarría Aguirre, Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus, Narcisa de Jesús e Juan de Jesús López y González.
Quando Camila Rolón morreu?
Camila Rolón morreu por volta de 1842.
Quais são os outros nomes de Camila Rolón?
Outras formas do nome: Camila Corina Rolón, Mère Camila de Saint-Joseph, Sœur Camila de Saint-Joseph e Camila de San José.
Quem são os familiares de Camila Rolón?
Familiares de Camila Rolón: Eusebio Rolón (pai), María Gutiérrez (mãe) e Andrés (irmão).
Anexos & entidades relacionadas
Dados estruturados para exploração: eventos, milagres, citações, lugares, atributos, padroados e entidades importantes citadas no texto.
Eventos marcantes
- Época / morte: 1842-1913
- Decreto de venerabilidade por João Paulo II