Nascido em Toledo em 606, Ildefonso foi um monge de Agali e o ilustre discípulo de Santo Isidoro antes de se tornar arcebispo de Toledo em 657. Grande defensor da virgindade perpétua de Maria, recebeu dela uma casula milagrosa durante uma aparição celestial. Morreu em 669, deixando uma obra teológica importante e uma devoção profunda na Espanha.
Seus contemporâneos
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SANTO ILDEFONSO OU ALONSO,
ARCEBISPO DE TOLEDO
Ildefonso: Origens e vida monástica
Nascido em Toledo em 606, Ildefonso torna-se monge no mosteiro de Agali após ter sido formado por Santo Isidoro de Sevilha.
A vida de Ildefonso e Nossa Senhora, a boa Virgem. Calende, a Virgem do santuário.
Às portas de Toledo, capital do reino dos visigodos da Espanha, erguia-se no século VII o mosteiro de Agali, um verdadeiro viveiro de santos e doutores. Foi lá que se tornou monge, apesar das violentas resistências de sua família, Ildefonso, que colo camos com tanto mais felicidade em nossa coleção das flores dos Santos por ter sido ele tão caro a Maria, a Rainha dos anjos e dos homens.
Ildefonso, o mais ilustre dos discípulos de Santo Isidoro de Sevilha, o mais popul ar dos santos da Espanha, nasceu nesta mesma cidade de Toledo, de uma família aliada ao sangue real, em 8 de dezembro de 606, dia que foi desde então consagrado à Imaculada Conceição da santa Virgem: e foi pela intercessão de Maria que Estêvão, seu pai, e Lúcia, sua mãe, obtiveram do céu esta criança de bênção. Recebeu primeiro em Sevilha, durante doze anos, as lições de Isidoro, depois, retornado perto de seu berço, tornou-se monge em Agali e lá completou seus estudos. A morte de seus pais, tendo-lhe deixado a livre disposição de seus bens, ele os consagrou à fundação de um mosteiro de religiosas.
Ildefonso: Arcebispo e favores marianos
Tendo se tornado arcebispo de Toledo em 657, ele defende a virgindade de Maria e recebe dela uma casula celestial durante uma aparição.
Eugênio II, arcebispo de Toledo, tendo deixado esta vida (657), a voz unânime do clero e do povo colocou Ildefonso na sede metropolitana; — e então, cumprindo o ofício de bom pastor, ele iluminou, como um sol místico, todas as igrejas da Espanha tanto por sua ciência quanto por sua virtude.
«Mas o que lhe valeu sobretudo o primeiro lugar no amor e na memória do povo espanhol foi sua ardente devoção à santa Virgem, cuja virgindade defendeu contra os belvidianos. As visões milagrosas que testemunham o reconhecimento de Maria pelos esforços de seu zeloso defensor e as relíquias que ele deixou à igreja de Toledo inflamaram por muito tempo a devoção dos espanhóis pelo seu grande santo Alonzo». Estas insignes maravilhas merecem ser c onheci das.
No dia da festa de santa Leocádia, esta ilustre e célebre mártir saiu de seu túmulo, perto do qual Ildefonso rezava, e revelou-lhe também suas relíquias, há muito esquecidas, que o santo arcebispo desejava ardentemente reencontrar. Então, tomando-a pela mão, ela lhe disse diante de todos os presentes: «Ildefonso, por ti é mantida a minha Soberana que reina no alto dos céus», querendo dizer que ele havia defendido a honra de Maria contra os hereges. Para ter um sinal palpável desta visão, ele pegou a espada do rei Recesvinto, que o acompanhava, e cortou uma porção do véu da Santa antes que ela fechasse seu túmulo: esta parcela do véu tornou-se uma relíquia muito venerada, conservada na igreja de Toledo. São Ildefonso estabeleceu, ou pelo menos celebrou e propagou com zelo, a festa da Expectação do parto da B. Virgem Maria. Ora, antes das Matinas daquele dia, Ildefonso levantou-se na hora de costume para ir cantar os louvores de Maria. Ele estava acompanhado de seus clérigos e de um grande número de pessoas. Levavam-se à frente brilhantes tochas de cera. Ao chegarem à porta, as pessoas que compunham o cortejo perceberam na igreja uma claridade que seus olhos não puderam suportar: todas fugiram. Ildefonso mandou abrir e avançou em direção ao altar acompanhado apenas por um diácono e um subdiácono. Ele prostrou-se e, no mesmo instante, apareceu-lhe a Virgem Maria sentada no trono episcopal, cercada por uma tropa de Virgens que executavam na terra os cânticos do Paraíso. Maria fez sinal ao seu servo para que se aproximasse e, fixando nele seu olhar divino, disse: «Vós sois meu capelão e meu fiel notário, recebei esta casula que meu Filho vos envia de seus tesouros». Em seguida, ela o revestiu com suas próprias mãos e ordenou-lhe que a usasse apenas nas festas celebradas em sua honra. Esta aparição é tão certa que um concílio de Toledo ordenou que, para perpetuar sua memória, uma festa fosse celebrada todos os anos, com ofício e sob o rito duplo: ela ainda é celebrada hoje, em 21 de janeiro, sob o título de Descida da santa Virgem e de sua aparição a santo Ildefonso, e, fato notável, esta mesma festa é solenizada no Egito entre os coptas.
Ildefonso: Falecimento e legado literário
Após sua morte em 669, seus restos mortais foram transferidos para Zamora; ele deixou uma obra teológica centrada na Virgem e no batismo.
Esses favores com os quais aprouve a Nosso Senhor e à sua santa Mãe honrar seu servo foram um digno prelúdio da felicidade eterna da qual ele passou a desfrutar em 23 de janeiro do ano 669. Ele vivera sessenta e três anos e passara dez deles na sede de Toledo.
Foi primeiramente sepultado na igreja de Santa Leocádia; mais tarde, o temor dos mouros da Espanha fez com que fosse transladado para Zamora, nas Astúrias, onde ainda se celebra a translação de suas relíquias.
A casa onde São Ildefonso viera ao mundo foi doada aos Padres Jesuítas, após ter pertencido por muito tempo aos condes de Orgaz. Esses religiosos mandaram erguer uma igreja magnífica no local dessa casa e restauraram a honra de sua memória, que os habitantes de Toledo haviam pouco a pouco perdido de vista.
Nas imagens que foram feitas de São Ildefonso, a santa Virgem o reveste com uma casula mais branca que a neve; ele corta um pedaço do véu de Santa Leocádia ao sair de seu túmulo.
[ANEXO: NOTA SOBRE AS OBRAS DE SÃO ILDEFONSO.]
No tomo XCVI da Patrologia de M. Migne, encontramos as seguintes obras de São Ildefonso:
1º Seu livro da Virgindade perpétu a da augusta Maria, contra três í mpios, Joviniano, Helvídio, antigos hereges da época, Santo Ambrósio e São Jerônimo, cujos erros ímpios reinavam sem dúvida naquela época na Espanha, e um judeu, na pessoa de quem nosso Santo tenta dar voz a toda a nação judaica que blasfemava contra a santa Mãe de Deus.
Ele ataca primeiramente seus inimigos um por um: demonstra contra Joviniano que Maria, que concebeu sem deixar de ser virgem, também deu à luz sem perder sua virgindade; contra Helvídio, que, após ter dado à luz Jesus Cristo, ela permaneceu virgem por todo o resto de sua vida; e, contra os judeus, que ela concebeu sem perder nada de sua virgindade. Ao combater estes últimos, ele atinge novamente os primeiros, que já havia derrotado separadamente, e os esmaga sob os testemunhos da Escritura.
Reprocha-se ao nosso Santo não ter empregado, neste tratado, um estilo mais regular, mais simples, mais natural, e ter repetido cem vezes cada ideia sob palavras sinônimas. Mas é preciso atentar para duas coisas: primeiro, que esse era um pouco o gosto do século, muito distante do de Augusto; depois, que o assunto e a maneira como ele o trata comportam bastante esse gênero de estilo: seu amor por Maria vai até um piedoso delírio; seu horror à heresia, até uma santa fúria. Esses sentimentos que transbordam escapam em uma torrente de palavras que submerge seus adversários e alivia seu coração. Eis um exemplo dessa linguagem apaixonada, impetuosa, redundante, impossível de traduzir: «O Domino meo, dominatrix mea, dominans mihi, mater Domini mei, concilio filii tui, genitrix factoris mundi, te rogo, te oro, te quæso, habeam spiritum Domini tui, habeam spiritum filii tui, habeam spiritum redemptoris mei, ut de te vera et digna sapiat, de te vera et digna loquar, de te vera et digna quæcumque dicenda sunt dicam. Tu enim es electa a Deo, assumpta a Deo, advocata a Deo, proxima Deo, adhærens Deo, conjuncta Deo, salutata ab angelo, turbata in sermone, attonita in cogitatione, stupefacta in salutatione, admirata in dictorum enuntiatione. Invenisse te apud Deum gratiam audis, et ne timeas juberis, fiducia roboraris, cognitione miraculorum instrueris ad novitatem inauditæ gloriæ proveberis... »
2º Livro do Conhecimento do Batismo. Nele, examina todas as questões que dizem respeito a esse sacramento e as resolve, não por sua própria autoridade, mas apoiando-se nos santos Padres, cujos sentimentos sobre este assunto ele reuniu. Este livro compõe-se, portanto, propriamente falando, de notas que ele tomou ao ler os Padres, e esse é o seu título: Livro de Notas sobre o conhecimento do Batismo. O mesmo deve ser dito do opúsculo que se segue e que também se compõe de uma multidão de pequenos capítulos.
3º O Livro do Caminho através do Deserto onde se avança após o Batismo. As águas do batismo são como as do Mar Vermelho que nos separam da servidão; o resto de nossa vida é uma viagem, como a dos hebreus no deserto; se nos deixarmos bem conduzir por Deus, chegaremos à terra prometida. São Ildefonso nos causa, ao longo de toda a viagem, se assim posso dizer, sugere-nos mil pensamentos salutares, explica-nos palavras místicas. Repito, é mais uma coletânea de sentenças do que um tratado.
4º Cartas, as únicas que nos restam de São Ildefonso. Elas são precedidas por duas cartas de Quirício, bispo de Barcelona, que agradece ao nosso Santo pelo bem que lhe fez seu livro da Virgindade. Esse maravilhoso livro não apenas alegrou sua alma, mas seu corpo velho e enfermo foi como que reanimado, o que lhe permitiu retomar suas funções episcopais. O arcebispo de Toledo humilha-se em suas respostas e renuncia a toda a glória em favor de Deus.
5º O Livro dos Homens ilustres, para dar seguimento ao de Santo Isidoro, é uma lista de quatorze homens ilustres; começa por São Gregório Magno, papa, e termina por Eugênio II, bispo de Toledo. Ildefonso dedica a cada um uma curta nota.
As obras que se seguem, na Patrologia de M. Migne, e que se atribuem com maior ou menor incerteza ao nosso Santo, são:
Um opúsculo sobre o parto da Virgem, que é mais provavelmente de Pascasio Radberto, abade de Corbie;
Fragmentos sobre o mesmo assunto;
Quatorze sermões, dos quais os sete primeiros e o nono sobre a Assunção da santa Virgem, o oitavo em louvor a essa mesma Virgem, o décimo sobre sua Purificação, o décimo primeiro sobre sua Natividade, e os outros ainda sobre a santa Virgem;
Um pequeno livro sobre a Coroa da Virgem Maria;
Uma continuação das Crônicas de Santo Isidoro;
Finalmente, Treze Epitáfios em versos.
Barnard: Da corte de Carlos Magno ao claustro
Nobre guerreiro sob Carlos Magno, Barnard deixa a vida mundana após a morte de seus pais para abraçar a vida religiosa.
778-842. Papas: Adriano I; Gregório IV. — Reis da França: Carlos Magno; Carlos II, o Calvo.
Tornar-se bispo não é algo surpreendente; mas viver como um bispo pobre, eis uma grande coisa, uma coisa admirável!
São Barnard, Carta XXIV, a Gilberto, bispo de Londres.
A Igreja precisava de apóstolos no século IX: os sarracenos a cercavam por todos os lados. Os bárbaros, domados por Carlos Magno e convertidos ao cristianismo, conservavam ali algo de seus costumes e superstições. Os erros dos nestorianos e dos iconoclastas invadiam o Ocidente. Acrescente a isso a ignorância daqueles tempos e as desordens inseparáveis de um reinado fraco como o de Luís, o Piedoso: era preciso opor muita luz e virtude a essas trevas e a esses vícios. Deus, cuja Providência está sempre atenta ao bem da Igreja, suscitou nosso santo Barnard para ser seu anjo tutelar na França.
Acredita-se que ele nasceu e m Izernore, então na diocese de Lyon, no ano de Nosso Senhor de 778, de pais nobres, ricos e virtuosos. Como era o mais jovem de seus irmãos, foi objeto dos mais ternos cuidados; aos dez anos de idade, seus pais o enviaram a um colégio mantido por santos sacerdotes que formavam os jovens para a religião e a pátria, colocando em suas mentes as ciências profanas, e em seus corações o temor de Deus e o amor à virtude. Barnard tornou-se a glória de sua casa: ele tinha sucesso em tudo, mas principalmente na obediência e na humildade; sua modéstia já lhe ensinava os meios de se humilhar ou, pelo menos, de desviar habilmente os elogios que prodigalizavam ao seu mérito. Um triste evento o arrancou daquela casa aos dezoito anos: a morte, entrando em sua família, atingiu quase ao mesmo tempo todos os seus irmãos; ele teve que retornar para junto de seus pais para consolá-los. "Como sois felizes", disse ele ao partir para seus companheiros de estudo, "como sois felizes por estarem aqui, ao abrigo das tempestades às quais serei exposto! Orai ao Senhor para fortalecer meu coração contra os rudes assaltos que o mundo vai lhe entregar". Ele logo inspirou grandes temores aos seus pais; eles o viam quase sempre em orações, recolhido, retirado em seu quarto, fugindo das assembleias mundanas onde só comparecia por obediência, de modo que atraía as brincadeiras dos jovens de sua idade. Um dia, o pai de Barnard foi encontrar sua esposa, desesperado, e disse-lhe: "Está feito, em breve estaremos sem filhos; a morte nos tirou os primeiros, o claustro vai nos tirar o único que nos resta". Essa terna mãe respondeu apenas com soluços; ela quase se arrependeu de ter inspirado desde a infância ao seu filho aquela piedade que ameaçava tirá-lo dela. Ela o chamou e, abraçando-o com transporte, conjurou-o a não abandoná-la, a ser a consolação de sua velhice, já que ela bem havia sido a guardiã de sua infância; a não matá-la privando-a do último objeto de seu amor. As lágrimas com as quais ela regou esse querido filho disseram ainda mais do que sua palavra. Ele mesmo chorou e prometeu não precipitar nada, conciliar, tanto quanto pudesse, a vontade de Deus com a de seus pais.
É por essa doce inclinação à obediência, único ponto vulnerável de seu coração, que o pai o atacou. Ele disse ao filho que Deus não fazia milagres para declarar suas vontades, que Ele as fazia conhecer naturalmente pelos desejos e ordens de pais cristãos. Esses combates, repetidos a cada dia, e sobretudo as admoestações de alguns sacerdotes que fizeram intervir, detiveram o jovem Barnard. Conseguiram até mesmo engajá-lo no matrimônio, depois o enviaram à corte de Carlos Magno, na esperança de que as armas, as honras, as delícias o fizessem finalmente amar o mundo. Mas seu coração, enamorado do céu, permaneceu sempre insensível à terra. Ele apenas cumpria com ma is exatidão os deveres de seu estado. Ele se distinguiu na guerra contra os saxões. Ficou encantado com a disciplina que reinava no exército, com a maneira pela qual Carlos Magno fazia suas tropas observarem as leis do Cristianismo. Ele admirava sobretudo o heroísmo com o qual o soldado suportava as privações. Frequentemente, no inverno, o acampamento era inundado pela chuva e as tendas todas cobertas de neve, de modo que se encontravam às vezes estendidos e semimortos, em seus postos, os soldados que haviam passado a noite de sentinela. "Ai de mim!", dizia Barnard para si mesmo, "se fizéssemos por Deus uma parte do que fazemos pelos homens!". Outras vezes, conversando familiarmente com velhos oficiais todos cobertos de feridas e mais curvados sob o peso das fadigas militares do que sob o dos anos: "Concordo", dizia ele, "que é justo e até glorioso marchar sob as ordens do príncipe; mas admitam que vale ainda mais servir a um mestre a quem nada escapa e que recompensa tão liberalmente". Esses velhos guerreiros recebiam tanto melhor as lições do jovem capitão, pois eram efeito da piedade, mas não da timidez; eles sempre o tinham visto correr dos primeiros ao perigo e dar por toda parte marcas de um valor comprovado. Não diremos nada disso aqui: falamos apenas das virtudes que o céu coroa. Nosso Santo passou sete anos sob as armas, mas vinha quase todos os anos, durante o inverno, zelar pela educação de seus filhos e fazer as delícias de sua família. Ele tinha por sua esposa uma extrema ternura e se dedicava a inspirar-lhe sentimentos cristãos. "É mais para o céu do que para a terra que estamos unidos", dizia-lhe ele frequentemente; "façamos de modo que todas as nossas ações correspondam à santidade do sacramento que formou este nó. Que infelicidade se, após termos vivido juntos neste mundo, fôssemos separados no outro, ou se não nos encontrássemos ali juntos senão nos tormentos eternos!".
Enquanto ele estava, pelo sétimo ano, ocupado em uma expedição militar, recebeu a notícia da morte de sua mãe e, alguns dias depois, a da doença perigosa de seu pai, que não sobreviveu por muito tempo. Ele derramou sobre um e outro lágrimas amargas, e só se consolou pela lembrança de suas virtudes e a esperança de sua felicidade eterna.
Barnard: A fundação de Ambronay
Ele fundou o mosteiro de Ambronay em 803, onde levou uma vida de austeridade e caridade antes de se tornar seu abade.
Ele aproveitou esse infortúnio para deixar a corte e as armas. Carlos Magno concedeu-lhe a permissão com pesar, e todos ficaram tristes com sua partida. Mal havia retornado à sua família, pensou nos meios de renunciar a ela por Jesus Cristo. Assim que seus parentes puderam adivinhar suas intenções, expuseram-lhe que sua devoção era indiscreta, que ele era apenas o depositário e não o mestre de sua herança, para compartilhá-la como estava prestes a fazer, entre a Igreja, os pobres e seus filhos a quem ela pertencia inteiramente; que os compromissos do matrimônio não podiam ser rompidos assim. Finalmente, sua esposa, vestida de luto, lançou-se a seus pés e, apresentando-lhe seus filhos, implorou-lhe que tivesse piedade deles. Um espetáculo tão comovente abalou-o até o fundo da alma; mas a graça, vindo em socorro da natureza, deu-lhe a força para dirigir à sua esposa este belo discurso: «Uma parte de meus bens, que são consideráveis, bastará aos meus queridos filhos; eles terão o suficiente se tiverem probidade, e demais se tivessem a infelicidade de não serem sensatos; providenciarei sua educação e um estilo digno de sua condição. Ademais, contei mais, para a execução do meu desígnio, com sua piedade do que comigo mesmo; talvez seja a ela e aos seus raros exemplos que devo o pensamento. Ah! quão doce é não se separar neste mundo senão para se reencontrar mais felizmente no outro! Mas, afinal, já que lhe dei minha palavra, esteja certa de que não farei nada sem antes ter tomado seu conselho e consultado as regras da prudência e da caridade; meu retiro não é irrevogável; não quero, portanto, abusar de sua ternura por mim e arrancar seu consentimento. Siga sua inclinação; que uma deferência respeitosa demais não lhe feche a boca se você tiver desígnios contrários aos meus». Ao dizer isso, ele estava certo do sucesso, pois conhecia a piedade de sua esposa, que ela mesma suspirava pelo claustro, se sua ternura materna não lhe tivesse feito um dever permanecer ao lado de seus filhos. Ela cessou, portanto, de se opor ao piedoso desejo de seu esposo. Este, após ter colocado ordem em seus assuntos domésticos e fundado um hospital com grandes rendas, abraçou sua esposa, seus filhos, e partiu, podendo bem dizer como aquele Santo que deixava assim pátria e parentes, o Evangelho na mão: «É este livro que me despojou de tudo». Ele caminhava sem rota certa, mas o Espírito de Deus o conduzia. Entrou no Baixo Bugey, por volta do ano de Nosso Senhor 803, e encantado com aquela solidão, parou em Ambronay. Não era então senão um pequeno povoado, conhecido ap enas por um mosteiro dependente de Luxeuil, e por uma igreja da santa Virgem arruinada nas guerras.
Barnard comprou, então, Ambronay do abade de Luxeuil, mandou restaurar a igreja e construir um grande mosteiro, designou-lhe rendas consideráveis e entregou-o nas mãos de religiosos que, sob a condução de um santo abade, deram o exemplo de todas as virtudes. Ele mesmo se encerrou em uma pequena cela ao lado do mosteiro. Deixava-a frequentemente para ir à igreja, onde passava as noites em oração e lágrimas, ou então para o campo, onde meditava, vendo os vestígios de Deus nos céus, nas belezas da natureza. Todos os objetos lhe recordavam santos pensamentos: à vista de um riacho que se precipitava de uma montanha em direção ao prado, dizia a si mesmo: «Eis a imagem da agitação e da brevidade da vida». Considerava o canto dos pássaros como um hino a Deus, e dele participava. A lembrança de sua esposa e de seus filhos voltava-lhe frequentemente; censurando-se por não compartilhar com eles as delícias da solidão, fê-los vir, e eles alojaram-se ao lado dele, e participaram de suas boas obras, sobretudo dos cuidados da hospitalidade, que ele prodigalizava a todos. Barnard adquiriu uma reputação tão grande que se tornou o árbitro de todas as divergências; assim que surgia alguma disputa, terminava-se dizendo: «Vamos encontrar o Santo».
Ele não se contentava com a esmola feita aos mendigos, a mais arriscada de todas, se ouso falar assim; ia visitar as cabanas, das quais expulsava a miséria e a ignorância. Contudo, ele ainda se considerava apenas à beira da felicidade, não vivendo no interior do claustro. Resolveu entrar nele. Após ter regulado seus negócios, provido o estabelecimento de seus filhos, obtido o consentimento de sua esposa que se retirou, sem dúvida, ela também, para um mosteiro, fez-se religioso em sua abadia de Ambronay. Nunca puderam fazê-lo aceitar um aposento cômodo; foi alojar-se em uma cela que não se teria ousado apresentar ao último dos noviços. Estava quase sempre em contemplação, dormia pouco, rezava e mortificava-se muito. «Não me consolo», dizia ele, «senão porque estou agora ao abrigo das tempestades do século e em um estado próprio para reparar as faltas de minha vida passada». Animado por esse espírito de penitência, carregava correntes guarnecidas de pontas, caminhava todo curvado sob o cilício e a disciplina, rasgava o corpo tão impiedosamente que, jorrando sob os golpes de sua disciplina, seu sangue tingia o assoalho. Em seguida, em vez de reparar suas forças, fazia suceder as vigílias à abstinência. Combatia as tentações do demônio tanto pelo trabalho quanto pela oração, cultivando a terra, fabricando cestos e esteiras, como os primeiros solitários, exercitando-se também nos empregos mais baixos e humilhantes; após o trabalho das mãos, aplicava-se ao estudo da Escritura sagrada e dos Padres.
Eis como ele mantinha sua alma na paz; não se podia perturbar a serenidade de seu rosto senão lembrando-lhe seu nascimento, suas virtudes ou seus benefícios. Andava mal vestido e afetava maneiras grosseiras, a fim de que as pessoas atraídas por sua reputação não pudessem reconhecê-lo. A vista de um tão grande Santo e de um tão ilustre mosteiro fazendo a admiração de todos os visitantes: «Eis aqueles», diziam eles, «que as ideias do mundo profano nos fazem olhar como insensatos. Ai de nós! eles nos superam talvez tanto em nascimento quanto em probidade. Se são pobres, o são por escolha, como Barnard; estão no desprezo, porque recusaram os primeiros lugares, e escondem frequentemente, por amor a Jesus Cristo, talentos que fariam nossa admiração e a confusão daqueles que os desprezam. Nós os cremos inúteis ou um fardo, eles que encheram as bibliotecas com seus escritos e enriqueceram o século com suas conquistas, e que, por suas lágrimas e orações, cem vezes dobraram a ira do céu. Que ingratidão! Mas também como o Senhor sabe bem recompensá-los pela injustiça de nossos julgamentos. Que alegria! que consolação! que estima por parte dos verdadeiros sábios! E o que é ainda tudo isso em comparação com a glória e a felicidade que o céu lhes prepara?»
O abade tendo morrido, todos os monges voltaram os olhos para Barnard para substituí-lo. Ele pôde rezar, gemer, representar, tudo foi inútil, teve de ceder às importunidades de seus irmãos. Ele via, aliás, nesse cargo a faculdade de ser mais livre em suas austeridades e sua devoção. Foi sempre o primeiro no coro e em todos os outros exercícios. Não se reconhecia o abade senão por seu ar mais mortificado, por uma devoção mais terna, uma caridade mais ardente. Ele era cheio de doçura para com seus monges, tendo por máxima que o estado religioso não é um estado de conquista e de tirania, mas de obediência voluntária. Recomendava-lhes principalmente o afastamento do mundo: «O mundo não deve conhecer os solitários», dizia ele frequentemente, «senão pelo relato de suas virtudes». Deus abençoou de tal sorte uma administração tão sábia que, em menos de três anos (desde o ano 807), o mosteiro cresceu de todas as maneiras, em regularidade, em número de religiosos, em rendas, em edifícios e em reputação.
Barnardo: O episcopado em Vienne
Eleito miraculosamente arcebispo de Vienne em 810, ele reforma seu clero e dedica-se aos pobres e aos enfermos.
No ano de 810, tendo falecido Vol fère, arcebispo de Vienne, reuniu-se o povo para escolher seu sucessor; os votos estavam divididos. De repente, uma criança de dez a doze anos eleva a voz no meio da assembleia e exclama: «O Senhor elegeu como arcebispo de Vienne, Barnardo, abade de Ambronay». A esta voz, olham-se em silêncio e com admiração; logo, não há senão um grito para aplaudir esta eleição. Deputados vêm anunciá-la a Barnardo. A princípio, ele se perturba e não pode acreditar no que ouve. Depois, responde-lhes que, se falam seriamente, protesta que jamais aceitará. Em vão, lançam-se a seus pés e suplicam-lhe com lágrimas que se renda à felicidade deles. Ele recusa. Recorre-se a Carlos Magno, que escreve a Barnardo. Ele recusa. Carlos Magno emprega a autoridade do Papa Leão III, que despacha a Vie nne um eclesi ástico chamado Gregório, encarrega-o de seu poder e o municiou com uma carta para Barnardo. Gregório reúne em Vienne os bispos da província, faz comparecer o abade de Ambronay e lhe notifica sua eleição canônica. Foi preciso obedecer. Ele redobrou as austeridades, as orações e as lágrimas para se preparar para sua sagração. Foi sagrado por Leidrade, arcebispo de Lyon, no ano de 810, aos trinta e dois anos de idade. Desde então, ele foi, por assim dizer, dividido em tantos cuidados quantas eram as almas em sua diocese. «Outrora», dizia ele àqueles que lhe faziam observações sobre suas austeridades, «eu só tinha minhas faltas a expiar, hoje, tenho as de todo um povo». A reforma de sua diocese, que empreendeu com zelo, começou por seu clero: proibiu-lhes os jogos de azar, os banquetes frequentes ou excessivos, as visitas suspeitas, dizendo que basta a um leigo ser irrepreensível, mas que um eclesiástico deve, para o sucesso de seu ministério, estar isento de suspeitas. Ele mesmo fazia o catecismo na catedral, para elevar uma função que deveria ter estado sempre em honra, desde que foi consagrada pelo exemplo de Jesus Cristo. Ia ver em suas casas os pecadores endurecidos, depois, quando ganhava sua confiança, expunha-lhes com bondade os sofrimentos de Jesus Cristo, a misericórdia de Deus, abraçava-os ternamente e os determinava a fazer sua confissão, durante a qual derramava tantas lágrimas como se fosse ele o criminoso. Visitava os enfermos em seus leitos, pagava as dívidas dos pobres, percorria as planícies apesar do ardor do verão que as queima no Delfinado, subia as montanhas do Vivarais apesar das neves de dezembro. Poder-se-ia não se enternecer de compaixão ao ver este Santo, meio gelado, ajudando-se dos pés e das mãos para alcançar um rochedo escarpado onde ia frequentemente buscar algumas de suas ovelhas; alojava-se em suas cabanas cobertas de folhas, partilhava seus alimentos grosseiros. Quando as igrejas eram pequenas demais para conter a multidão ávida de vê-lo e ouvi-lo, subia em um montículo coberto de relva e anunciava-lhes, a exemplo de Jesus Cristo, o reino do céu de uma maneira tão tocante que todos desfaziam-se em lágrimas. Um dia, quando se reuniam para a chegada do santo bispo, um cego veio como os outros, dizendo que queria também vê-lo. Riram de sua simplicidade. Ele, sem se preocupar com esses escárnios, coloca-se nos degraus da escada de uma capela, dizendo para si mesmo, mais ou menos como a mulher do Evangelho: «Se eu puder aproximar-me e tocá-lo, ele me fará ver tão bem quanto os outros». Nesse momento, os gritos de alegria anunciam a chegada de Barnardo; o cego corre para se lançar a seus pés. O Santo, levantando os olhos ao céu, diz-lhe: «Sua fé lhe deu a visão; renda glória a Deus por isso». E imediatamente o cego viu claramente seu benefício. Aquele, voltando-se para os eclesiásticos que o seguiam, disse-lhes, como para apagar a impressão produzida por este prodígio: «Os pobres e os simples arrebatam as graças do céu, e nós, nós as deixamos escapar».
Barnard: Papel político e teológico
Ele participa dos grandes debates de seu tempo, notadamente sobre o Filioque, as imagens e as tensões entre Luís, o Piedoso, e seus filhos.
Mas é tempo de ver um outro lado desta santa vida, e quais foram as ações de Barnard, fora de sua diocese, nos assuntos comuns das Igrejas da França. Os bispos da França, reunidos em concílio, julgaram apropriado acrescentar ao símbolo de Constantinopla que o Espírito Santo procede também do Filho como do Pai, a fim de melhor combater os gregos, que negavam esta procissão. Carlos Magno enviou a Roma Adalardo, abade de Corbie; Jessé, bispo de Amiens, e, segundo alguns, Barnard, bispo de Worms; segundo outros, Barnard, bispo de Viena. Eles tiveram várias conferências com o Papa Leão III; ele lhes disse: «Que era de fé que o Espírito Santo procede do Pai e do Filho, mas que os cânones proíbem inovar qualquer coisa; que, portanto, era preciso suprimir a adição que a Igreja da França havia feito ao símbolo de Constantinopla. — Uma vez que é de fé», respondeu então Barnard, «que o Espírito Santo procede do Filho como do Pai, é preciso, portanto, instruir os povos sobre isso. — Sim», respondeu Leão. — «E, consequentemente», acrescentou Barnard, «não se deve fazer uma supressão que destruiria esta crença em vez de estabelecê-la». O parecer pareceu sábio e obrigou o Papa a buscar outro temperamento para conciliar, neste ponto, as Igrejas da França e a Igreja romana. A eloquência e a erudição de nosso Santo não se distinguiram menos na parte que ele teve na composição dos Capitulares, essa coleção de leis, metade civis, metade eclesiásticas, feita pelos reis da segunda raça, e sobretudo por Carlos Magno em Estados Gerais e concílios. «Entre os bispos que se distinguiram então nessas espécies de assembleias, nota-se sobretudo», diz Mabillon, «Barnard, bispo de Viena, e Agobardo, bispo de Lyon, que sustentavam tanto a fé pela santidad e de seus exemplos quan to pela profundidade de sua doutrina».
Este Agobardo é o mesmo que foi a ocasião de uma grande tempestade que Barnard enfrentou. Leidrado, arcebispo de Lyon, tendo resolvido retirar-se para o mosteiro de Saint-Médard de Soissons e passar ali o resto de seus dias no exercício da penitência, pediu conselho a Barnard, que aprovou seu desígnio e lhe propôs, como sujeito digno de substituí-lo na sé de Lyon, Agobardo, já corobispo desta Igreja. O imperador aplaudiu esta escolha. Alguns bispos a quem se comunicou esta ordenação autorizaram-na com sua presença. Assim, Agobardo foi sagrado arcebispo de Lyon por Barnard, arcebispo de Viena. Mas, assim que esta notícia se espalhou pela França, os bispos que não haviam sido consultados fizeram ouvir vivas reclamações; acusaram Barnard de ter violado os santos cânones dos Apóstolos, que proíbem colocar ao mesmo tempo dois bispos na mesma sé. O caso foi resolvido no próximo concílio de Arles. Barnard defendeu-se ali com tanta ciência, mostrando que os cânones dos Apóstolos invocados contra Agobardo não dizem respeito aos corobispos, que ele ganhou sua causa. Agobardo não foi degradado nem Leidrado restabelecido em sua sé, como alguns autores escreveram. Apenas, para evitar no futuro tais contestações, decidiu-se que não se ordenariam mais corobispos nas Igrejas da França, uso que chegou até nós sem interrupção. Desde então, reinou entre o bispo de Lyon e o de Viena a mais estreita amizade. Eles se dirigiam regularmente a uma casa de campo nos limites de suas dioceses, e lá eles se relaxavam, se edificavam, se instruíam um ao outro. É a essas piedosas e sábias conversas que devemos as sábias obras de Agobardo contra a heresia de Félix de Urgel e o famoso Livro das Superstições Judaicas que Barnard, Agobardo e Eaof, também bispo, compuseram juntos, para preparar armas contra os judeus estabelecidos na França, que seduziam a simplicidade de vários cristãos.
Eles o endereçaram a Luís, o Piedoso, para convidá-lo a juntar a autoridade real à voz da Igreja. Este príncipe era imperador desde a morte de Carlos Magno (28 de janeiro de 814). Para engajá-lo também a devolver, pelo restabelecimento da disciplina, seu primeiro brilho às Igrejas da França onde reinavam graves desordens, Agobardo compôs seu Tratado do Sacerdócio, dedicado a Barnard, e feito a partir das conversas que eles haviam tido juntos sobre este assunto.
O zelo e a ciência de Barnard receberam uma insign e recompensa. O Pap a lhe enviou o pálio com uma carta muito lisonjeira. Ele teve logo uma nova ocasião de mostrar sua ortodoxia e sua eloquência. O segundo concílio de Niceia havia condenado os iconoclastas e regulado o gênero de culto que se deve prestar às imagens dos Santos. Os bispos franceses, tendo mal compreendido o sentido deste decreto, feito em língua grega, rejeitaram-no no concílio de Frankfurt (794), como se ele ordenasse prestar às imagens a adoração que só é devida a Deus. Luís, o Piedoso, por convite do papa Eugênio, tentou reconciliar as Igrejas da França com a do Oriente sobre este assunto, no concílio de Paris (824). Reinou ali o mesmo espírito que em Frankfurt. Em vão Barnard fez ouvir sua voz e buscou mostrar que se enganavam sobre os termos, que o culto das imagens ordenado pela Igreja de Roma e pelo concílio de Niceia era bem inferior àquele que só é devido a Deus; ele não pôde triunfar sobre as prevenções, nem mesmo ganhar seu amigo Agobardo que, em um livro sobre as imagens, defendeu igualmente de insultá-las e de prestar-lhes qualquer culto. Nosso Santo não permaneceu menos apegado ao pensamento da Igreja romana, o que lhe mereceu do Papa uma carta muito afetuosa. Ele se distinguiu ainda em muitos outros concílios. Mas sua conduta foi infeliz nas perturbações civis que agitaram a França nesta época. Em 813, Luís, o Piedoso, havia dado a seus três filhos uma parte de seus Estados: a Pepino a Aquitânia, a Luís a Baviera, a Lotário a Itália. Mas, tendo se casado novamente e tido de sua segunda esposa um quarto filho, Carlos, o Calvo, ele quis, para dotar este príncipe, voltar atrás na primeira partilha (823). Os três filhos do primeiro leito se revoltaram. Gregório IV, tendo vindo à França para reconciliar o pai e os filhos, o astuto Lotário o reteve em seu campo e fez crer assim que ele aprovava seu empreendimento. Agobardo e Barnard tomaram o partido de Lotário; eles foram do número dos bispos que, em Compiègne, pronunciaram a deposição do imperador e o condenaram a uma penitência pública. Ele foi logo restabelecido em seu trono, e uma nova assembleia de bispos em Saint-Denis condenou a de Compiègne. Ebbon, arcebispo de Reims, que a havia presidido, foi deposto. Agobardo e Barnard foram também depostos no concílio de Tramoye, no Lyonnais. Mas Lotário obteve que não se lhes conhecessem sucessores; ele os reconciliou mesmo com seu pai, e eles retornaram às suas dioceses após uma ausência de quase quatro anos.
Barnardo: Fundação de Romans e fim da vida
Ele fundou a abadia de Romans por volta de 839 e retirou-se para lá para morrer em 842, após trinta anos de episcopado.
A partir de então, nosso Santo ocupou-se apenas com o cuidado de sua salvação e de sua diocese. A desordem, o relaxamento, a ignorância, consequências das guerras civis e da ausência do pastor, reinavam por toda parte. Ele evangelizou novamente esta região com tal ardor que seus amigos temeram por sua saúde. Ele respondeu-lhes com humildade que a lei da restituição o obrigava a reparar o mal que sua ausência havia causado. Após ter restabelecido a paz e a piedade em sua cidade episcopal, visitou o campo, onde o assassinato e o incêndio haviam devastado tudo, onde ainda se ouviam os gritos daqueles que eram despojados ou maltratados. À vista dessas consequências funestas da guerra civil, ele derramava lágrimas contínuas; condenou-se a visitar cada povoado, cada cabana. Essas penosas funções do episcopado, o peso dos anos, a lembrança da abadia de Ambronay fizeram-no sentir a necessidade de uma solidão onde pudesse descansar de tempos em tempos e, finalmente, preparar-se para a morte. Ele matutava esse desígnio em seu espírito quando chegou ao local onde hoje existe a igreja de Romans . Enca ntado com essas solidões, com essa posição nas margens do Isère, ele a escolheu. Uma viúva rica ajudou-o a comprar o campo, ele mandou arrancar os arbustos e as moitas que o cobriam, lançou os fundamentos da soberba igreja que ainda hoje se vê e fundou ali um mosteiro de beneditinos, e ao redor nasceu logo a bela e grande cidade de Romans, cujo nome vem talvez do fato de que Barnardo a fez filha de Roma, e cujo aspecto se assemelha tanto ao de Jerusalém que ali se construiu, há vários séculos, um calvário em tudo semelhante ao dos Lugares Santos. Os fiéis acorrem lá em multidão ainda hoje, especialmente durante a Quaresma, para melhor meditar sobre a paixão do Salvador. A fim de dar mais relevo ao seu novo estabelecimento, Barnardo reuniu um grande número de bispos e consagrou com muita pompa e solenidade a nova igreja em honra a São Pedro, aos outros Apóstolos e aos três mártires Severino, Exupério e Feliciano, originários de Vienne. Os corpos desses santos jaziam sem honra à porta de Vienne; por ordens de Barnardo, foram retirados de lá e transportados solenemente para sua nova igreja. «Este estabelecimento, que só atingiu sua perfeição por volta do ano 839, tinha», diz Mabillon, «um atrativo particular para Barnardo. Sem cessar ocupado em embelezar a nova igreja, ele consagrava voluntariamente todas as larguezas com que os príncipes o favoreciam. Assim que os assuntos públicos o faziam temer ser chamado para fora de sua diocese, ele se retirava para sua querida abadia de Romans, semelhante à pomba que se refugia em seu ninho para evitar a tempestade». É lá também que ele ia descansar dos trabalhos do episcopado e buscar novas forças. Ele meditava longe do mundo, em espessos bosques ou nas margens do rio. Ele queria que os monges o tratassem como um deles; seguia todos os seus exercícios e exercia sobre seu corpo santas rigores que davam um vigor celestial à sua alma. Quanto mais avançava em santidade, mais tremia ao ver quão terrível é a conta que um bispo deve prestar a Deus após sua morte. Ele imaginava às vezes ouvir a voz ameaçadora do juiz supremo; então pedia perdão, não apenas de suas faltas, mas também das de suas ovelhas, como se devesse responder por elas. Ele saía dessas meditações todo inflamado de zelo, rezando por cada alma de sua diocese, instruindo, exortando, repreendendo. Ele buscava remediar tudo; visitava as prisões e os hospitais mais frequentemente do que o habitual; percorria a cidade e o campo, consumindo os restos de sua vida em caridade, em zelo, em boas obras.
Deus tendo-lhe dado a conhecer mais claramente que seu fim estava próximo, ele fez reunir o clero e o povo de Vienne em sua catedral, dirigiu-lhes um discurso comovente onde os exortava a viver na paz e na união, e a servir a Deus. Ele se despediu então deles, pedindo-lhes perdão pelas faltas que havia cometido e assegurando-lhes sua terna amizade. «Tomo essas precauções», disse-lhes, «porque estou prestes a empreender uma longa viagem que me privará por muito tempo da felicidade de vê-los. Rezemos apenas ao céu para nos reunir a todos um dia». Seus queridos diocesanos entenderam essa linguagem, responderam com soluços. Quando partiu para sua abadia de Romans, foi cercado por todos os lados: as mães traziam-lhe seus filhos para receber uma última vez sua bênção. Todos os habitantes de Vienne o acompanharam para fora da cidade: muitos choravam; ele chorava também e apressou-se em arrancar-se de seus abraços. Chegado a Romans, encerrou-se em uma gruta profunda e passou ali três dias e três noites em contemplação, com a face prostrada contra a terra. No quarto dia, viu-se rodeado de uma grande luz e ouviu uma voz que lhe disse: «Venha, esperam por você». Essa palavra o encheu de consolação. Os religiosos, alarmados, enviaram alguém que o convidou a tomar algum alimento e a não continuar mais esse jejum indiscreto. «Vocês têm razão, meu pai», respondeu o Santo, «preciso de alimento: tragam-me o pão que desceu do céu, pois preciso ganhar forças para a grande viagem da eternidade». Seus religiosos tendo vindo, ele começou o Saltério que eles continuaram, e ele recebeu Nosso Senhor. Tendo soado a hora das Matinas, ele enviou seus religiosos ao coro e reteve apenas alguns, com os quais continuou a cantar os louvores de Deus. Após as Matinas, a comunidade voltou para ele, e imediatamente esse lugar foi preenchido por uma grande claridade e um odor muito suave. Barnardo repousava sobre um cilício, «a única maneira de morrer», dizia ele, «que convém a um tão grande pecador». Quando o dia começou a aparecer, ele rendeu o espírito e entrou, como ele mesmo disse, «no grande dia da glória e da eternidade». Era o domingo, 23 de janeiro do ano 842, o 64º de sua idade, o 31º de seu episcopado. Assim que expirou, a luz da qual falamos desapareceu, mas o suave odor permaneceu até que tivessem colocado seu santo corpo no túmulo. Uma multidão imensa se reuniu para vê-lo e para assistir aos seus funerais, que foram realizados logo no dia seguinte para evitar um maior concurso. Doctranus, bispo de Valence, chegou para prestar as honras fúnebres ao seu metropolita e ao seu amigo; mas ficou muito surpreso ao encontrar a cerimônia concluída e o Santo inumado, não no santuário, mas na parte inferior da igreja, no lugar onde ele costumava fazer oração. Ele fez reprovações ao abade por isso. Este respondeu que havia seguido as ordens formais de Barnardo e quis evitar uma afluência muito grande. Com efeito, chegou uma multidão tão considerável, disputando as menores parcelas do que havia pertencido ao Santo, que não se sabe a que excessos o povo teria chegado para ter relíquias, se o corpo não tivesse sido sepultado.
1 M. Girand, antigo deputado de Drôme, que publicou o Cartulário de São Barnardo de Romans, estabelece em uma dissertação especial, em conformidade com os breviários das abadias de São Barnardo e de Santo Antônio, que esse nome de Romans ou Romans era o nome do proprietário anterior do solo.
Barnard: Culto e posteridade
Honrado como padroeiro dos lavradores, suas relíquias sobreviveram aos saques calvinistas e revolucionários em Romans.
Foi exumado em 23 de abril de 944 e colocado em um relicário enriquecido com ouro e pedras preciosas. Numerosos milagres ocorreram durante esta translação; eles se multiplicaram desde então com os peregrinos.
São Barnard é o padroeiro dos lavradores. Ele é particularmente honrado em Romans.
## RELÍQUIAS E MONUMENTOS.
No século XVII, tendo os calvinistas se tornado senhores da cidade e da abadia de Romans, saquearam esta casa, romperam o relicário de São Barnard, queimaram ou jogaram fora suas relíquias. Os fiéis só conseguiram salvar uma parte das vértebras, uma patela e o osso do braço. Os ímpios de 1792 quiseram completar esta obra sacrílega, mas alguns membros fervorosos da confraria dos Penitentes apoderaram-se das relíquias de São Barnard e esconderam-nas na capela dita do Santíssimo Sacramento; elas permaneceram neste estado até o restabelecimento do culto católico; então, a pedido do pároco de Romans, Dom Décherel, bispo de Valence, fez reconhecer a autenticidade da relíquia, e desde então ela tem sido exposta à veneração dos fiéis, no dia da festa de São Barnard, como se costumava fazer antes de 1792.
O arcebispado de Vienne não existe mais desde a Revolução Francesa; mas as dioceses de Grenoble, Valence e Viviers, que conservaram o breviário desta antiga e venerável metrópole, celebram ainda hoje o ofício de São Barnard. Sua festa também é marcada em 23 de janeiro no ritual de Belley, publicado em 1530-1531, por Dom Devie. Perto de Trévoux, uma paróquia leva o nome de Saint-Barnard. Assegura-se que ele possuía não longe dali o castelo de la Bruyère e terras consideráveis.
A abadia de Ambronay foi reunida à mesa episcopal de Belley por uma bula de 14 de janeiro de 1781. Ela possuía uma bela biblioteca, da qual uma parte foi transportada para Bourg quando o governo suprimiu as ordens religiosas e vendeu seus bens. A vasta igreja de Notre-Dame, um dos mais belos monumentos do departamento, é hoje igreja paroquial. A fachada e uma das naves trazem o selo do século IX. O restante, tendo sido queimado, foi reconstruído em um estilo diferente. Os vitrais, a sacristia, o altar e uma escada em espiral atraem a atenção dos visitantes.
Quanto aos edifícios, foram adquiridos em 1792 por diversas pessoas que destruíram uma parte e transformaram o restante em habitações particulares.
Barnard e Agobardo: Doutrina e escritos
Análise dos tratados coescritos com Agobardo sobre o sacerdócio, as superstições e a disciplina eclesiástica.
## ESCRITOS DE SÃO BARNARD, DE AGOBARDO E DE EAOF.
Nossos três autores demonstram, segundo os santos Padres:
1. Que se deve proibir aos clérigos, sob graves penas, de sentarem-se à mesma mesa que os judeus; 2. Que não se deve permitir a estes últimos que caminhem pelas praças públicas desde a quinta-feira santa até o domingo de Páscoa; 3. Que nenhum cristão pode permanecer escravo de um judeu, devendo ser resgatado mediante doze peças de moeda (que eles chamam de *s-Jidi*); 4. Se alguém atrair um escravo cristão para a religião judaica, deve ser processado juridicamente e condenado; 5. Proibição aos judeus de virem encontrar os cristãos no tempo passado.
Eles dão como razão para essa severidade que a fé, os costumes e a civilização correm os maiores perigos por parte das crenças e dos ritos judaicos que, naquela época, eram uma terrível mistura de superstição, imoralidade e crueldades.
De jure sacerdotii. O autor apoia-se muito nos santos Padres e ainda mais na Escritura, ensinando:
1. Que, no sentido amplo, todos os fiéis são sacerdotes, sendo membros do sumo sacerdote Jesus Cristo; 2. Mas que, em um sentido mais restrito, no sentido ordinário, o sacerdócio é um ministério para o qual é preciso ser designado, como a tribo de Levi, sem distinção entre bons e maus; 3. Com efeito, no sacerdote, deve-se ver não o mérito, mas a força do ministério; não a pessoa, mas a dignidade da pessoa; não se deve perguntar se tal pessoa é virtuosa, mas se ela foi ordenada sacerdote; 4. Assim, o mais santo leigo não poderia fazer o que pode o mais indigno dos bispos, como administrar o sacramento da confirmação ou conferir as ordens sacras; 5. Os sacramentos do batismo, da eucaristia, etc., não tiram sua validade daquele que os administra. Os méritos e deméritos de um ministro não podem torná-los melhores nem piores, uma vez que é pela virtude do Espírito Santo que eles se realizam. Deve-se, portanto, honrar igualmente os sacramentos, sejam eles administrados por um mau sacerdote ou por um bom.
Existem quatro classes de sacerdotes, com os quais devemos ter uma conduta particular:
- Deve-se amar os sacerdotes que vivem e ensinam bem; - Tolerar aqueles que ensinam bem e vivem mal: deve-se ouvi-los, não imitá-los; - Desprezar aqueles que vivem mal e são ignorantes; - Anatematizar aqueles que ensinam mal.
Independentemente de sua conduta, boa ou má, deve-se deixar completamente estes últimos de lado.
Segue a lista completa das obras de Agobardo, conforme se encontram no tomo CIV da *Patrologia* de M. Migne, com as excelentes notas de Baluze:
2º O livro sobre a insolência dos judeus. Abjeta na diversidade, esta nação torna-se insolente pela prosperidade. Tendo o imperador permitido que se estabelecessem em paz e liberdade na França, e sobretudo em Lyon, eles lisonjearam os grandes, atraíram-nos, pelo dinheiro que lhes emprestaram, como em redes; tentaram atrair os cristãos para suas sinagogas; compraram escravos, embora a escravidão fosse abolida nos reinos cristãos. Agobardo denunciou ao imperador essas manobras e delitos.
3º Os três livros sobre as superstições dos judeus, dos quais falamos acima.
4º Uma Carta a Adolardo, Wala e outros bispos que ele consulta sobre o que deve fazer em relação aos escravos dos judeus que pedem o batismo: se deve recebê-los ou repeli-los.
5º Uma Epístola a Nibrídio, bispo de Narbona, onde ele prova que se deve fugir da sociedade dos judeus.
6º Um Livro contra a lei de Gondebaldo, rei da Borgonha, que ordenava os duelos judiciais. Esta lei, publicada no século VII, ainda estava em vigor no século IX. São Avito tentara convencer Gondebaldo de que esses tipos de combates eram injustos e supersticiosos; mas não conseguira nada. Agobardo pressionou o imperador a abolir esses duelos que nem a Escritura nem a razão autorizam: «É por testemunhas», diz ele, «e não pelo ferro, que se prova a inocência».
7º O Livro dos Privilégios e dos Direitos do Sacerdócio, que analisamos acima.
8º O Livro sobre o Trovão e sobre o Granizo, onde ele combate o erro supersticioso do povo que atribui aos sortilégios os fenômenos cujas leis da natureza e o poder de Deus podem ser as únicas causas.
9º Livro contra o abade Frédéyise, onde ele refuta seis proposições que este último avançava sobre a Sagrada Escritura, a inspiração dos profetas, a alma humana, Deus e o corpo de Jesus Cristo.
10º Carta a Hilduíno, arquicapelão do palácio, e a Wala, abade, sobre o batismo que os judeus não queriam permitir que fosse dado aos seus escravos.
11º Carta sobre a ilusão de certos sinais, em resposta a Bartolomeu, arcebispo de Narbona; este último havia consultado Agobardo para saber o que se devia pensar de certas pessoas, das quais algumas caíam como em epilepsia sobre o túmulo de São Firmino, em Uzès, e outras eram agitadas à maneira daqueles que são vulgarmente chamados de demoníacos. Agobardo responde que atribui esses efeitos aos julgamentos que Deus exerce sobre as pessoas em questão, e que os considera como uma espécie de flagelo totalmente oposto às curas milagrosas que Deus concede pelos méritos de seus Santos.
12º Carta a Muffreide, um dos grandes da corte, sobre as desordens excitadas pelos judeus.
13º Carta aos Cânones e aos Monges de Lyon, sobre a maneira de governar a Igreja.
14º Livro sobre as Imagens.
15º Livro da dispensação dos bens eclesiásticos, onde ele trata da percepção dos dízimos, da inalienabilidade dos bens eclesiásticos, da simonia, etc.
16º O Livro dos Julgamentos de Deus. Nele, ele mostra a superstição e a impotência das provas do fogo e da água, autorizadas pelas leis dos borgonheses. Ele abrange a este respeito quase toda a ética cristã.
17º Um Sermão sobre a verdade da fé.
18º Uma Carta a Luís, o Piedoso, sobre a divisão que este príncipe havia feito de seu império entre seus filhos.
19º Duas Cartas, uma ao imperador Luís, o Piedoso, a outra aos bispos das Gálias, onde ele compara os dois poderes e conclui que o imperador deve submeter-se ao Papa e escolhê-lo como árbitro entre ele e seus filhos. Ele combate sete liberdades galicanas que bispos gauleses haviam acabado de decretar em um concílio.
20º Uma Apologia dos filhos de Luís, o Piedoso, revoltados contra seu pai.
21º A Carta que ele entrega a Lotário para constatar, como todos os membros do concílio de Compiègne, que haviam condenado Luís, o Piedoso, à penitência canônica, e que ele a ela se submetera.
22º Um Livro sobre a divina Salmodia.
23º Um Livro sobre a correção do antifonário.
24º Duas peças de Versos latinos.
Essas diversas obras ocupam cinquenta e uma páginas do tomo CIV da Patrologia.
Esta nota é um resumo da vida de São Barnard publicada por Dom Depéry na Histoire hagiologique du diocèse de Belley. — Ver também a Histoire hagiologique du diocèse de Valence, pelo abade Nadal.
Iconografia
Sinais e atributos
Entidades
Rede do relato
Os nomes, lugares e conceitos mais presentes na ficha, ponderados por sua centralidade no texto.
O sobrenatural em sua vida
Os milagres de Santo Ildefonso (Alonso)
Perguntas frequentes sobre Santo Ildefonso (Alonso)
Quem foi Santo Ildefonso (Alonso)?
Nascido em Toledo em 606, Ildefonso foi um monge de Agali e o ilustre discípulo de Santo Isidoro antes de se tornar arcebispo de Toledo em 657. Grande defensor da virgindade perpétua de Maria, recebeu dela uma casula milagrosa durante uma aparição celestial. Morreu em 669, deixando uma obra teológica importante e uma devoção profunda na Espanha.
De que Santo Ildefonso (Alonso) é santo padroeiro?
Padroados de Santo Ildefonso (Alonso): Toledo e Espanha.
Como reconhecer Santo Ildefonso (Alonso) na arte cristã?
Na iconografia, Santo Ildefonso (Alonso) é reconhecível por: casula branca, trono episcopal, pedaço de véu e espada.
Quais milagres são atribuídos a Santo Ildefonso (Alonso)?
3 milagres são atribuídos a este santo, notadamente: Visão / aparição.
Quais santos foram contemporâneos de Santo Ildefonso (Alonso)?
Entre seus contemporâneos figuram: São Prisco (Prix), São Gregório Magno (Papa e Doutor da Igreja), São Dié (Didier, Déodat) e Santo Agostinho de Cantuária.
Quando Santo Ildefonso (Alonso) morreu?
Santo Ildefonso (Alonso) morreu por volta de 700.
Quais são os outros nomes de Santo Ildefonso (Alonso)?
Outras formas do nome: Alonzo e Ildefonso.
Quem são os familiares de Santo Ildefonso (Alonso)?
Familiares de Santo Ildefonso (Alonso): Étienne (pai) e Luce (mãe).
Anexos & entidades relacionadas
Dados estruturados para exploração: eventos, milagres, citações, lugares, atributos, padroados e entidades importantes citadas no texto.
Eventos marcantes
- Nascimento em Toledo em 8 de dezembro de 606
- Estudos em Sevilha sob a direção de Santo Isidoro
- Profissão monástica no mosteiro de Agali
- Eleição para a sé metropolitana de Toledo em 657
- Defesa da virgindade de Maria contra os belvidianos
- Aparição de Santa Leocádia e descoberta de suas relíquias
- Aparição da Virgem Maria e entrega da casula milagrosa
Citações
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O Domino meo, dominatrix mea, dominans mihi, mater Domini mei...
Livro da Virgindade perpétua da augusta Maria